Foto: Redes Sociais/Reprodução

A Polícia Militar de Santa Catarina informou em nota, nas redes sociais, que o soldado Jeferson Luiz Esmeraldino, 32 anos, que foi alvejado durante o ataque aos bancos em Criciúma, Santa Catarina, na madrugada desta terça-feira (1º).

Jeferson passou por cirurgia e segue internado na UTI, em observação.

Uma quadrilha sitiou o Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, para assaltar um banco na madrugada desta terça-feira. O grupo fortemente armado invadiu a tesouraria regional de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes.

O ataque durou mais de uma hora e a prefeitura pediu ajuda a batalhões de municípios vizinhos e também para cidades do Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, cerca de 30 criminosos participaram da ação simultânea. Até o momento, nenhum bandido foi preso.

Como foi a ação dos criminosos

Os criminosos fizeram bloqueios em vários pontos da cidade, para frear a reação das polícias Civil e Militar. A PM informou que o grupo incendiou um túnel em Tubarão que dá acesso a Criciúma, para tentar impedir que reforços chegassem até o local dos assaltos. O grupo também atacou o Batalhão da Polícia e ateou fogo a um veículo.

Após o ataque, os criminosos fugiram e abandonaram dinheiro no local. Não foi possível avaliar a quantidade de dinheiro levada. Nas calçadas e nas ruas próximas da ação foram encontradas várias cápsulas de munição, inclusive de fuzil.

A PM informou que buscou reforços. Segundo o tenente-coronel Cristian Dimitri Andrade, do 9ª Batalhão da Polícia Militar (9º BPM), agentes de Araranguá, Tubarão e Içara se deslocaram para a cidade.

“Uma quadrilha do crime organizado, que é especializada em assalto a banco. A gente chama de modalidade ‘novo cangaço’. Eles fazem assaltos simultâneos, atacam quarteis, como atacaram no batalhão também”, disse o tenente-coronel ainda na madrugada.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) e o Choque da PM de Florianópolis também foram acionados.

Durante a fuga, pelo menos um malote de dinheiro foi abandonado pela quadrilha. Cédulas e cápsulas também ficaram espalhadas pelas ruas.