Foto: Arquivo pessoal

O Instituto Geral de Pericias deve apontar nos próximos dias a causa da morte de Cleide Terezinha Frare de 63 anos. A idosa, moradora do bairro Guajuviras, em Canoas, estava desaparecida desde o dia 8 de janeiro. O corpo dela foi encontrado em uma área de mata no último sábado (23).

Conforme o delegado Robertho Peternelli, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a suspeita é que a morte tenha sido natural. Porém, para finalizar o inquérito que apura o desaparecimento da idosa, ele aguarda o laudo do IGP.

Conforme a Brigada Militar (BM), o corpo foi encontrado por familiares. Eles relataram que o corpo já estava em avançado estado de decomposição.

Relembre o caso
A Agência GBC conversou com o genro de Cleide, Gerson dos Santos. Ele relatou que no dia que a sogra desapareceu, ela fez o café da manhã por volta das 7 horas e arrumou a água para que ele levasse para o trabalho.

Depois, ela saiu para jogar o lixo na lixeira e depois foi acordar a filha para informar que iria deitar de novo, pois ainda estava com sono, por volta das 8 horas. De acordo com Gerson, quando a esposa levantou, por volta das 9 horas, Cleide já não estava mais em casa. “Há uma câmera de segurança na minha rua e nas imagens nós vimos que ela saiu de casa por volta das 8 horas, e não voltou mais”, conta Gerson.

Nas imagens das câmeras de segurança é possível ver que Cleide saiu de casa levando um guarda-chuva e estava vestindo uma regata branca florida, bermuda, chinelo e uma tiara na cabeça.
De acordo com Gerson, a família mora em Canoas há 11 meses, antes moravam em Santa Bárbara do Sul. “Ela não conhece nada e nem ninguém. Ela ficou dentro de casa todo o tempo da pandemia. Ela está sofrendo com problemas de memória e saiu sem carteira e documentos”, afirma.

Quando saiu, Cleide não levou nenhum dos remédios que tomava diariamente. Ela realizou uma cirurgia cardíaca há dois anos.