Um homem de 59 anos foi preso pela Polícia Civil em Canoas nesta quinta-feira (15). Ele estuprava a neta de 12 anos.

Leia mais notícias de Canoas

De acordo com a investigação, a menina morava com os avós paternos. Quando a avó ia trabalhar, ela era estuprada. Para os policiais, a vítima contou que primeiro, o acusado se masturbava na frente dela. Em seguida, ele passou a cometer os abusos e manter relações sexuais com a criança.

Após os atos, de acordo com a menina, o acusado a limpava com lenços umedecidos para que não ficassem vestígios dos atos sexuais em seu corpo. Ela também relatou aos policiais, que o criminoso chegou a expulsar a mulher dele do quarto do casal e contava que a mandaria embora. O objetivo e a promessa era de transformar a criança na esposa dele, porque ele se dizia apaixonado pela neta.

Testemunhas também contaram os policiais, que quando a menor contou aos familiares dos estupros, foram encontrados preservativos, lubrificantes e lenços umedecidos utilizados no crime. Nesse mesmo momento, o criminoso pegou suas coisas e fugiu de casa.

Segundo o delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA), durante o inquérito e mesmo proibido de ter falar com a vítima, ele seguia tentando ter contato com a neta. Ela foi para a casa do pai, em Bom Retiro do Sul e ele foi atrás. Na cerca da casa, para não ser visto, ele deixou dinheiro e um chip para a menina. O objetivo era facilitar a fuga dela para que, ambos, pudessem viver a vida de casal.

Em depoimento, o criminoso apenas negou que queria viver com ela. Ele disse que a fuga seria para que a vítima morasse com a avó.

Conforme o delegado Mario Souza, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), este caso demonstra que, nem sempre, as medidas protetivas bastam e que é inevitável a prisão dos criminosos. Ele também destacou que “o caso demonstra o grau de periculosidade dos criminosos sexuais, habilidosos em manobrar a mente das vítimas, mais ainda quando se tratam de crianças, parentes diretas de seus algozes.”

Para preservar a vítima, a polícia não divulgou os endereços da ocorrência. Por causa da lei de Abuso de Autoridade, o nome do preso não foi divulgado.