Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (4) a Operação Union. O alvo é uma organização criada há mais de 30 anos que participou de diversas licitações no Estado em órgãos federais, estaduais e diversas prefeituras.

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São 515 policiais civis, 31 agentes do Ministério Público (MP), 15 policiais federais e oito agentes da Controladoria e Auditoria Geral do Estado (Cage). Eles cumprem 230 ordens judiciais em Alvorada, Canoas, Cachoeirinha, Capão da Canoa, Gravataí, Eldorado do Sul, Porto Alegre, Sapucaia do Sul, Viamão e Xangri-lá. São oito mandados de prisão preventiva. O restante são busca e afastamento de sigilo bancário, fiscal e econômico, bloqueio de contas bancárias e indisponibilidade de veículos e imóveis.

Até às 8h30, quatro criminosos tinham sido presos.

Como funcionava o esquema

De acordo com a Polícia Civil, as empresas montadas irregularmente, após ajustes prévios de preços em licitações, são suspeitas de estarem em nome de terceiros. Elas são de diversos ramos, mas principalmente de vigilância privada, portaria e similares, sendo algumas restaurantes, lotéricas e até uma sociedade de gestão de ativos.

O montante acumulado pelo grupo em licitações chega a R$ 1 bilhão, mas a investigação apurou que houve fraudes em vários contratos que lesaram os cofres públicos em mais de R$ 150 milhões.

Estão sendo investigadas 70 pessoas e um total de 50 empresas. Os delitos apurados são crimes licitatórios, contra administração pública, ordem econômica e tributária, além de lavagem de dinheiro e organização criminosa.