Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal indiciou o ex-deputado federal de Canoas, Marco Maia (PT), além dos ex-ministros Eliseu Padilha (MDB) e Paulo Bernardo (PT). É mais um desdobramento da Operação Lava-Jato. Eles são acusados de cobrar propina para a obra de extensão do trem de São Leopoldo até Novo Hamburgo, em 2014.

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O custo do prolongamento da via férrea foi de R$ 953 milhões. Conforme ex-executivos delatores da Odebrecht, que motivou a abertura do inquérito, Maia teria pedido 0,55% do valor do contrato para agilizar processos burocráticos.

Segundo apuração do Grupo de Investigação do grupo RBS (GDI), em reportagem publicada nesta sexta-feira (7), ele teria recebido R$ 1,6 milhão de 2009 até 2012. Nos documentos, os delatores o identificaram com o apelido de “Aliado”.

O caso era investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi enviado para a primeira instância já que Maia, Padilha e Bernardo não tem mais foro privilegiado. Padilha, também segundo os delatores, teria pedido 1% por seu auxílio quando foi ministro dos Transportes.

Quem investiga o caso é o delegado Aldronei Pacheco Rodrigues, da Delegacia de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal do Rio Grande do Sul. Caso sejam condenados, podem pegar de dois a 12 anos de prisão.

A reportagem de Agência GBC tenta contato com a defesa do ex-deputado, mas ainda não obteve retorno.