Foto: divulgação/Polícia Civil.

A Polícia Civil prendeu três pessoas nesta sexta-feira (16) por furto qualificado, associação criminosa, receptação qualificada, estelionato e sonegação fiscal. Segundo o delegado Rodrigo Caldas, responsável pelo caso, elas drogavam uma sócia do empreendimento para ter acesso às contas bancárias e roubar os produtos.

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Os agentes da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas deflagraram a Operação In Natura na Região Metropolitana após um mês de investigações. Segundo a inteligência da polícia, duas funcionárias de uma empresa de venda de produtos naturais drogavam a sócia para conseguirem acesso a dados e contas bancárias, além de subtraírem produtos.

Com o uso das informações, adquiridas em razão da vítima estar dopada, as indiciadas conseguiram fazer transferências bancárias que totalizaram mais de R$ 60 mil. Já nos produtos, o prejuízo chegou a R$ 250 mil. 

Depois que foram demitidas, junto com mais um indiciado, eles abriram uma empresa com atuação no mesmo ramo. O objetivo, conforme apontou a investigação, era vender os produtos roubados.

Para o delegado, a atitude do grupo tem requintes de crueldade. “Foi um duro golpe a esse grupo criminoso, que em razão de investigações qualificadas e especial operacionalização, conseguiu um rápido e concreto resultado, sobre atos criminosos realizados com peculiar requinte de crueldade. As investigações certamente terão continuidade”, define Caldas.

A suspeita é de que as investigadas também roubaram a relação de clientes da empresa da vítima. Para que não fossem descobertas, vendiam os produtos apenas para clientes que dessa relação. Elas foram presas em flagrante durante a entrega dos produtos e vão responder por associação criminosa, receptação qualificada, estelionato e sonegação fiscal. Grande parte dos produtos roubados foram recuperados.

O Diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM), Regional de Canoas, Delegado Regional Mario Souza, destaca a forma de agir do grupo, utilizando formas de impor o seu pleito criminoso. “A Polícia Civil continuará atuando de forma incessante na repressão aos crimes patrimoniais, crimes, estes, que atingem de forma direta e visível a sociedade”, garante.