Foto: divulgação.

Carlos Santiago Buavas
Secretário da Coordenadoria de Diversidades e Comunidades Tradicionais de Canoas

Desde 1996, ano em que se realizou o 1º Seminário Nacional de Lésbicas, pensando em dar visibilidade à comunidade, bem como às violências sofridas por elas, debate-se pautas básicas para a reivindicação de direitos como cidadãs integrantes de uma sociedade que, infelizmente, ainda não as acolhe com seu devido valor e reconhecimento.

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A importância da visibilidade lésbica no combate à discriminação é sumária, visto não terem que obedecer aos padrões de beleza pré-estabelecidos para serem valorizadas. Estereótipos são maneiras de aprisionar, de tolher a liberdade, invisibilizando a pluralidade de gênero, demonstrando grande cegueira social, sendo o preconceito velado forte e angustiante.

Chegam assim à conclusão de que, ao não corresponder ao que a sociedade espera de uma mulher, logo essa existência não é reconhecida, deixando-as à margem.

Estas formas de violências simbólicas, verbais, físicas e psicológicas que perpassam e levam muitas mulheres a terem uma vida dupla, negando a sua sexualidade e, muitas vezes, em casos extremos, até mesmo levando ao suicídio.

Criar espaços onde possam discutir, possibilitando às mulheres a compreensão do seu lugar na sociedade, é urgente e indispensável. Uma sociedade mais justa, na qual a disparidade de direitos e a falta de representatividade seja cada vez menor. 

Políticas públicas são necessárias, uma vez que a pauta é extensa; matrimônio e maternidade ainda são um tabu; a falta de legitimidade destes corpos, das formas de amor trazem à tona todo preconceito ainda existente que as subjuga e incapacita.

São mulheres jovens, gordas, magras, mães, profissionais, transgêneras, idosas, filhas, diversas, múltiplas, multifacetadas. São amor, são luta, são todas em uma, uma em todas, são resistência.

Carlos Santiago Buavas
Secretário da Coordenadoria de Diversidades e Comunidades Tradicionais de Canoas