Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

O público voltou ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, neste final de semana, para vivenciar mais uma Expointer, depois de a feira ter sido fechada aos visitantes no ano passado. No sábado, foi registrada a venda de 7.178 ingressos. No domingo, até as 19h, foram 11.769. Embora houvesse previsão de chuva, o tempo colaborou e permitiu que os expositores restabelecessem o contato direto com o público. No Pavilhão da Agricultura Familiar, no sábado, a comercialização alcançou R$ 201,9 mil.

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Nos primeiros dois dias da feira, que ocorre até 12 de setembro, as pessoas puderam perceber a execução de protocolos de saúde. Foram orientadas a usar máscara, higienizar as mãos, manter o distanciamento social. “Estamos presenciando um clima de alegria, um ambiente positivo. Os expositores nos dizem que estão felizes por estarem aqui e vemos que os visitantes estão tendo um bom comportamento”, avaliou a secretária da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR), Silvana Covatti. 

Também para a diretora do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Cynthia Molina Bastos, essa largada do evento deixou uma boa impressão, lembrando que, entre as ações realizadas, há atividades educativas com o público. “O reforço dos monitores está sendo muito importante para que todos possam aproveitar o passeio com segurança”, completou a diretora.

Quem passeou pela feira neste domingo foi a enfermeira Denise Nunes. Ela estava com o marido Carlos Dalenogare e o filho Alexandre, de 8 anos. Vieram de Guaíba para visitar a feira que não viam há 10 anos. “Acho ótima essa retomada. A gente não pode perder nossa cultura. Aqui, meu filho viu alguns animais que só conhecia por meio de desenho animado, como ovelha e vaca. Ficou bem feliz, conseguiu passar a mão neles”, comemorou Denise.  “As ovelhas são grandes, eu pensava que eram menores”, contou Alexandre, bem feliz.

Agricultura Familiar

A comissão organizadora do Pavilhão da Agricultura Familiar divulgou neste domingo os números de vendas de ontem. No primeiro dia da feira, foram comercializados R$ 201,9 mil. O resultado é a soma da comercialização feita pelas agroindústrias (R$ 164,2 mil), cozinhas do pavilhão (R$ 13,7 mil) e artesanatos (R$ 24 mil). Para o diretor do Departamento de Agricultura Familiar e Agroindústria da SEAPDR, Flávio Smaniotto, a expectativa para o primeiro dia foi superada. “Este resultado confirma o clima de retomada”, avaliou.

As artesãs expositoras, Eraci Terezinha Schwert e Nilva Elsner Schwert, de Candiota, estavam satisfeitas com o movimento. “Como não tem tanta gente no parque, não dá tumulto aqui dentro do pavilhão e as pessoas conseguem ver com calma nossas peças”, disse Nilva. Elas trabalham com lã de ovelha, confeccionando casacos, acolchoados, ponchos, meias e outros artigos. “Continuamos produzindo durante a pandemia, mas as vendas caíram porque não tinha feiras. Está sendo muito bom este retorno”, acrescentou Nilva. Eraci complementa: “Assim conseguimos ajudar no orçamento da casa, até porque tudo está mais caro ultimamente”.