Foto: ILUSTRAÇÃO/Pedro Schein/PMC

No dia 3 de outubro, uma idosa de 84 anos buscou atendimento na Upa Central de Caxias do Sul. De acordo com familiares, a mulher sofria com problemas respiratórios, além de problemas crônicos no rim e pressão alta.

Ao buscar atendimento na unidade, a idosa alterou-se pela demora no atendimento, desejando ir embora já que ela não recebia a medicação para amenizar a dor que sentia. Diante disso, segundo o boletim de ocorrência registrado pela família, ela foi ofendida verbalmente e amarrada na cama.

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O filho da idosa, relatou ainda, que na data com a ajuda de uma enfermeira, a mãe relatou as agressões, as quais foram escritas em uma ata, para ser encaminhado a São Paulo, até a central do InSaúde. De inicio a família não teve acesso a este documento assinado, somente após algumas horas o filho conseguiu ler o relato da mãe.

Atualmente, a idosa foi transferida para o Hospital Virvi Ramos para o devido atendimento. Os familiares realizaram um boletim de ocorrência dos maus-tratos e vão buscar explicações com o apoio da justiça, já que na visão deles os procedimentos adotados foram incorretos. A Polícia Civil está investigando o fato.

A reportagem de Leouve entrou em contato com a Secretaria de Saúde de Caxias do Sul, a qual enviou a seguinte nota de esclarecimento.

“A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que solicitou ao Instituto Nacional de Pesquisa e Gestão em Saúde (InSaúde), responsável pela administração da UPA Central, esclarecimentos sobre o atendimento prestado à paciente. O Instituto respondeu que a paciente foi acomodada em leito durante todo o seu atendimento e que foi necessária a contenção mecânica até que os medicamentos fizessem efeito. À Secretaria da Saúde, o InSaúde negou que a paciente tenha sido acomodada em poltrona ou destratada verbalmente. O Instituto afirmou que mesmo sem confirmação do ocorrido houve advertência verbal e reorientação da equipe, e que a própria paciente assinou uma autorização para registro da queixa pois o acompanhante não pôde comparecer. A Secretaria Municipal da Saúde acrescenta, contudo, que vai apurar cuidadosamente os fatos para que as providências necessárias sejam tomadas. A SMS reafirma sua postura de respeito à saúde e contrária a quaisquer condutas de maus-tratos contra qualquer pessoa, seja idosa ou não.”