Foto: Jaime Zanatta/GBC

Bruno Lara | brunolara@agenciagbc.com

O governador de São Paulo João Dória (PSDB) esteve no Rio Grande do Sul nesta terça-feira (16) em pré-campanha nas prévias do partido. Antes do encontro com apoiadores, ele se reuniu com o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), e com o governador Eduardo Leite, que também busca ser o candidato à Presidência dos tucanos. “Não somos antagonistas”, pontua.

Durante uma coletiva de imprensa, no Hotel Plaza São Rafael, Doria garantiu que as privatizações estão entre suas prioridades. Foi enfático ao dizer que a Petrobras, o Banco do Brasil e os Correios serão os primeiros da lista. “A estatal que não tiver estrutura será fechada ou privatizada”, acrescentou. A prioridade, em caso de vitória, segundo ele, será na educação.

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O tucano aposta nas prévias do PSDB como solução para não repetir o péssimo desempenho nas eleições de 2018, quando Geraldo Alckmin ficou em quarto lugar. O pior desempenho da história da sigla, com 4,76% dos votos. “Prévias fortalecem, engrandecem e permitem que o partido eleve sua condição, promova seus candidatos e tenha como oferecer um plano de governo à população”, defende. 

Ele também criticou o atual presidente, Jair Bolsonaro (sem partido), e o ex-presidente Lula (PT). Segundo ele, pode se tornar uma terceira via. “É um exemplo triste, mas quem imaginava que Jair Bolsonaro se elegeria presidente. Dez meses antes, nenhum especialista político cravaria essa vitória”, analisa. 

A possibilidade de uma composição com o ex-juiz Sérgio Moro não foi descartada. “Tenho conversado com Moro, somos amigos desde antes de entrarmos na política. Quero afirmar aqui que tenho respeito ao juiz Sérgio Moro. Se filiou na semana passada ao Podemos e ainda não indicou a que cargo concorrerá. Estamos dialogando sim, e seguiremos mantendo esse bom diálogo”, completa.