Siga a Agência GBC no Instagram

Meteorologistas indicam que a passagem do ciclone Yakecan deve passar pela região Leste do Estado, Canoas e Porto Alegre, entre 23h desta terça-feira (17) e 10h de quarta (18).

Os maiores riscos deste evento ocorrem em relação às intensas rajadas de vento sobre todo o Estado, especialmente nas áreas da faixa litorânea, Região Metropolitana da capital e Serra gaúcha, onde as rajadas devem variar entre os 80 km/h e 110 km/h. “A projeção é de que o período de maior incidência ocorra a partir das 20h. Os ventos irão se intensificar na madrugada, com a temperatura baixando. Temos previsões de neve para a serra e de temperaturas bem baixas no Estado. A partir da madrugada, os ventos se intensificam, principalmente no litoral”, afirma o coordenador estadual da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, coronel Júlio César Rocha Lopes.

Em um primeiro momento, a tempestade foi classificada como extratropical, pois se formou em uma região fria e costuma ocorrer no Estado. No entanto, após se deslocar para uma região aquecida, a tempestade encontrou condições para se intensificar, alterando sua classificação para tempestade subtropical. Ao longo do dia, a tempestade se aproximará ainda mais do continente, a partir do extremo Sul, e irá avançar pela costa. A projeção da Defesa Civil é de que, a partir desta quarta (18), a tempestade já se afaste do Estado, com a diminuição gradual dos ventos. No entanto, o mar continuará agitado.

Como os maiores riscos estão relacionados a rajadas de vento intensas, a Defesa Civil alerta para a possibilidade de transtornos como queda de árvores, postes de energia elétrica e de destelhamentos – todos merecem atenção. Além disso, a previsão é de que o mar fique bastante agitado na faixa litorânea, com possibilidade de ressaca e a formação de ondas de até 4 metros.

Gabinete de crise em Canoas

O prefeito em exercício, Nedy de Vargas Marques, criou um gabinete de crise para monitorar os impactos do ciclone Yakecan, que deve atingir o Rio Grande do Sul nesta terça-feira (17). O comitê, coordenado pelo prefeito e formado também por secretários municipais e subprefeitos, fica na sede da Secretaria Municipal da Segurança Pública e Defesa Civil, no Bairro Nossa Senhora das Graças.

“Montamos um gabinete de crise para acompanhar os reflexos da tempestade na cidade e centralizar a tomada de decisões do governo, com foco em proteger os canoenses e minimizar os eventuais prejuízos e transtornos. Todas as nossas equipes da Prefeitura estão preparadas e mobilizadas para auxiliar a população, se for necessário”, destacou Nedy.