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A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou na tarde desta sexta-feira (5) que Esteio tem o primeiro caso da varíola dos macacos que também é conhecida como monkeypox. O jovem, que viajou para o Rio de Janeiro, não teve a idade e nem o bairro onde reside divulgados.

Conforme levantamento da SES, o Rio Grande do Sul tem 20* casos confirmados. Além de Canoas, as novas confirmações são em Esteio, Novo Hamburgo, Passo Fundo, São Marcos e Viamão.

Levantamento de casos

Canoas – 2

Caxias do Sul – 2

Esteio – 1

Garibaldi – 1

Igrejinha – 1

Novo Hamburgo – 1

Passo Fundo – 1

Porto Alegre –  5

São Marcos – 1

Uruguaiana – 1

Viamão – 3

*Paciente de fora do RS que foi diagnosticado aqui.

Sobre a doença

A monkeypox é uma causada por um vírus. Foi diagnosticada e identificada na década de 1960 primeiro em macacos, por isso ficou conhecida como “varíola dos macacos”. Essa doença tem caráter endêmico em alguns países da África Central e da África Ocidental. Ao longo da história da saúde pública mundial, houve surtos em alguns países, como, por exemplo, nos Estados Unidos, mas com poucos casos. Porém, neste ano foi identificado o primeiro grande surto em países não endêmicos, ou seja, países que não são da África Central e da África Ocidental, com circulação sustentada do vírus.

Transmissão, prevenção e tratamento

A principal forma de transmissão é por meio do contato pele com pele, secreções ou por objetos pessoais do paciente infectado. O período de incubação (tempo entre o contágio e o aparecimento de sintomas) é geralmente de seis a 13 dias, mas podendo chegar a até 21. Inicialmente a pessoa apresenta febre, dor de cabeça intensa, dor nas costas e inchaço nos linfonodos (pescoço, axila ou virilha). Lesões na pele costumam surgir mais frequentemente na face e extremidades. 

Considerando que a transmissão ocorre por contato direto prolongado com pessoas infectadas ou por objetos contaminados (como toalhas, lençóis, talheres), recomendam-se como formas de prevenção o isolamento dos doentes (com uso de máscara) e a intensificação de medidas de higiene individuais (lavagem de mãos) e ambientais (desinfecção de superfícies de toque do paciente).

Os pacientes diagnosticados devem receber líquidos e alimentos para manter o estado nutricional adequado e manter as lesões cutâneas limpas e secas.