Partido de Bolsonaro afirma que vai pedir anulação das eleições de 2022 | Agência GBC
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04 de fevereiro de 2023

Partido de Bolsonaro afirma que vai pedir anulação das eleições de 2022

A base do pedido está em auditorias realizadas por empresas contratadas pelo partido nas urnas eletrônicas.

O Partido Liberal (PL), do presidente Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (15) que vai pedir anulação das eleições de 2022. A base do pedido está em auditorias realizadas por empresas contratadas pelo partido nas urnas eletrônicas.

O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, que foi preso em 2012 condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no chamado mensalão, deve apresentar o pedido ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE) nós próximos dias. Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal (IVL), assina o relatório junto ao vice Márcio Abreu, engenheiro eletrônico, e Flávio Gottardo de Oliveira, engenheiro aeronáutico. Estes dois últimos são formados no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

Revelado pelo site O Antagonista, o relatório afirma que não é “validar os resultados gerados em todas as urnas eletrônicas de modelos 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015”. E sugere que os votos feitos nestas urnas devem ser desconsiderados.

Conforme o portal, a analise foi realizada junto com a empresa de tecnologia Gaio.io nos arquivos Log de Urna de todos os 472 mil equipamentos utilizados nas eleições de 2022.

Segundo o documento, “Não é possível validar os resultados gerados em todas as urnas eletrônicas de modelos 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015, resultados estes que deveriam ser desconsiderados na totalização das eleições o segundo turno, em função do mau funcionamento destas urnas.”

O jornal Folha de S. Paulo revelou que o PL pagou R$ 225 mil de recursos do Fundo Partidário ao IVL em 2021. Trouxe também a público que o proprietário do IVL, Carlos Rocha, conseguiu o direito de patente da chama “urna descartável de voto”, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), extinta em 2012. A proposta era de que esse equipamento fosse acoplado às urnas e armazenasse os comprovantes impressos de cada voto.

A reportagem procurou os citados, mas ainda não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação a qualquer tempo.

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