Traficante mata filha de 5 anos a socos | Agência GBC
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05 de fevereiro de 2023

Traficante mata filha de 5 anos a socos

Adrian Juliano Martins Herculano, de 21 anos, tem ao menos 50 boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civil e Militar

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O homem preso após matar a filha de 5 anos por urinar no chão de casa em Monte Santo de Minas, a 495 km de Belo Horizonte, tem antecedentes criminais por tráfico de drogas e é conhecido na região por envolvimento com o mundo do crime.

Adrian Juliano Martins Herculano, de 21 anos, tem ao menos 50 boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civil e Militar. A maior parte deles é de abordagens realizadas em função de denúncias relacionadas ao tráfico. Em algumas das abordagens, o jovem não tinha nada relacionado a crime em sua posse, mas ele sempre é descrito como um homem envolvido com o uso e venda de entorpecentes.

Segundo registros, ele é conhecido na região em que mora como Limãozinho e Abacaxi. Em 2017, a Justiça determinou que o jovem fosse levado para um Centro Socioeducativo para menores infratores.

O levantamento feito mostra que Herculano teria sido um dos responsáveis por mandar agredir um detento na região onde ele mora. O jovem também já foi parado no trânsito ao menos duas vezes por dirigir sem CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Em 2022, Herculano foi condenado por tráfico e associação criminosa. Diante de um recurso da decisão, o jovem ganhou o direito de responder em liberdade.

Morte da menina de 5 anos

Adrian foi preso na terça-feira (17) pela morte da filha de 5 anos. Ele se entregou à Polícia Civil e confessou o assassinato ocorrido no último dia 12 de janeiro. Segundo a Polícia Civil, o jovem relatou que o crime aconteceu quando ele chegou em casa com a menina e a namorada após uma briga do casal. Ele teria batido na criança com um soco após ela urinar duas vezes no chão e ter sido repreendida na primeira delas.

Os investigadores explicam que Herculano disse ter pensado que a criança teria apenas desmaiado. Ao se dar conta da morte, ele enrolou a filha em um cobertor, abandonou o corpo perto do riacho de uma mata de difícil acesso e ateou fogo. Após cometer o crime, o criminoso fugiu para a cidade de Franca (SP), mas relatou a polícia que sentiu remorso, voltou para Monte Santo de Minas e se apresentou à polícia acompanhado por um advogado.

A vítima vivia com o pai e a madrasta. A mãe dela seria usuária de drogas segundo a família e perdeu a guarda quando a criança tinha 2 anos. A menina chegou a ser levada para um abrigo, viveu com a bisavó e a tia materna até o pai conseguir a responsabilidade oficial.

A madrasta Gabrielle Hernesto, ajudou o namorado na ocultação do corpo e manteve contato com o companheiro durante o tempo em que ele ficou foragido, também foi presa.

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