Desde 2020, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes se tornou uma figura central no cenário político brasileiro. Responsável por relatar inquéritos como o das fake news e dos atos antidemocráticos, Moraes passou a ser alvo constante de críticas por parte de setores bolsonaristas e da oposição. Até agosto de 2025, já foram protocolados ao menos 29 pedidos de impeachment contra o Alexandre de Moraes no Senado Federal. No entanto, nenhum deles avançou.
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O que diz a Constituição sobre impeachment de ministros do STF?
Segundo o artigo 52 da Constituição Federal, o Senado pode julgar ministros do Supremo por:
- Crime de responsabilidade
- Conduta incompatível com o decoro do cargo
Para que o processo aconteça, são necessários:
- Aceitação do pedido pelo presidente do Senado
- Formação de uma comissão especial
- Votação no plenário, com 2/3 dos senadores (54 votos)
Ou seja, além de forte base jurídica, o impeachment exige alto apoio político — algo muito raro de acontecer.
O que está acontecendo agora?
- O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já afirmou publicamente que não irá pautar os pedidos de impeachment contra Moraes.
- Mesmo com articulações de parlamentares da oposição, não há apoio político suficiente para que o processo avance.
- Segundo o site Poder360, mesmo os senadores mais críticos a Moraes reconhecem que a proposta não tem clima institucional para seguir.
Quais são as chances reais de Alexandre de Moraes ser afastado?
Muito baixas. Apesar da mobilização política, principalmente entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, as chances de impeachment são praticamente nulas neste momento.
Motivos:
- ❌ Falta de apoio no Senado (é improvável reunir 54 votos favoráveis)
- ❌ Nenhum pedido foi aceito para análise formal
- ❌ O Senado historicamente evita confrontos diretos com o STF
- ❌ Nenhum ministro do STF jamais foi afastado por impeachment
Então por que continuam falando nisso?
O tema do impeachment de Moraes tem sido usado como ferramenta política e de mobilização eleitoral para 2026. Deputados e senadores da oposição frequentemente mencionam o assunto em discursos, redes sociais e protestos — como o que reuniu milhares de pessoas em 2024, contra o fechamento temporário da rede social X (antigo Twitter) por ordem do ministro.
No entanto, até mesmo analistas políticos alinhados à direita admitem que a movimentação serve mais para “manter a pauta viva” entre a base eleitoral do que como uma estratégia realmente viável.
O que dizem os especialistas?
Segundo juristas ouvidos por veículos como a Folha de S.Paulo, CNN Brasil e Poder360, não há indícios jurídicos claros de crime de responsabilidade por parte do ministro. Os atos atribuídos a Moraes, embora polêmicos, são decorrentes de decisões judiciais que seguem o devido processo legal.
Apesar da pressão política e da grande repercussão nas redes sociais, o impeachment de Alexandre de Moraes é extremamente improvável. O Senado não demonstra interesse em abrir essa frente de confronto com o STF, e os requisitos legais e políticos para o processo são muito rígidos.
Resumo em 1 frase:
Moraes segue firme no cargo, e os pedidos de impeachment, até agora, têm mais valor simbólico e político do que prático.