A síndrome de pica, também conhecida como alotriofagia, é um distúrbio alimentar que chama a atenção não apenas pelos sintomas, mas também pelo nome curioso. O transtorno leva a pessoa a desejar e mastigar substâncias sem valor nutricional, como gelo, terra, argila, papel e até tijolo.
Mas afinal, por que se chama síndrome de pica? A explicação vem da natureza. O termo faz referência ao pássaro pica-pica, popularmente conhecido como pega-rabuda. Essa ave tem o hábito de se alimentar sem distinção, ingerindo praticamente qualquer coisa que encontra. O comportamento foi comparado ao de pacientes que apresentam o distúrbio, justificando a escolha do nome.
O que causa a síndrome de pica?
Na prática clínica, a síndrome de pica costuma estar relacionada a deficiências de vitaminas e minerais ou a transtornos mentais. É mais comum em crianças e mulheres grávidas, embora possa aparecer em qualquer idade. Importante destacar que experimentar algo incomum uma vez não significa que a pessoa sofra do transtorno: o diagnóstico só é feito quando há desejo compulsivo por substâncias não alimentares por mais de 30 dias.
O tratamento depende da causa de cada caso. Normalmente, uma equipe multidisciplinar — formada por médicos, psicólogos e nutricionistas — atua em conjunto. O processo pode incluir suplementação vitamínica, medicamentos e acompanhamento psicológico. O primeiro passo costuma ser a investigação de causas orgânicas, seguida de uma avaliação da saúde mental do paciente.
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Um dos maiores riscos da síndrome de pica é a ingestão de materiais tóxicos ou prejudiciais ao organismo. Por isso, especialistas recomendam que familiares e pessoas próximas ajudem a manter o paciente longe desses produtos, evitando intoxicações, infecções e até complicações cirúrgicas em situações mais graves.
Embora carregue um nome inusitado, a síndrome de pica é um problema sério que merece atenção e tratamento adequado. Quanto mais cedo for identificada, menores são os riscos à saúde física e emocional do paciente.