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31 de agosto de 2025

Saiba quais são os animais mais ameaçados de extinção no Brasil

Desmatamento, caça e mudanças climáticas ameaçam dezenas de espécies brasileiras

A perda de biodiversidade no Brasil vem se acelerando nas últimas décadas. Biomas como Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica sofrem com desmatamento, queimadas, caça e tráfico de animais, aumentando o número de espécies ameaçadas. Muitas delas são exclusivas do território nacional, vivendo em condições críticas.

Entre os animais mais ameaçados estão:

  1. Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia)
  2. Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)
  3. Onça-pintada (Panthera onca)
  4. Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus)
  5. Mutum-do-nordeste (Pauxi mitu)
  6. Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)
  7. Anta-brasileira (Tapirus terrestris)
  8. Formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis)
  9. Jabuti-piranga (Chelonoidis carbonarius)
  10. Cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus)

Segundo a professora Aline Costa, muitas dessas espécies enfrentam múltiplas ameaças, como baixa taxa de reprodução, habitats restritos e caça ilegal, o que aumenta sua vulnerabilidade a distúrbios ambientais.

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Fatores que ameaçam a sobrevivência

Os principais riscos incluem:

  • Caça e tráfico de animais, especialmente aves e grandes predadores, que reduzem a capacidade de reprodução das populações;
  • Desmatamento e fragmentação de habitats, prejudicando espécies que dependem de extensas áreas naturais;
  • Conversão de florestas em pastos ou lavouras, queimadas e poluição;
  • Mudanças climáticas, que alteram habitats e a reprodução, afetando desde muriquis até tartarugas marinhas;
  • Alterações em micro-habitats, afetando pequenos anfíbios como perereca-de-alcatrazes e rãs do gênero Brachycephalus.

A bióloga Renata Costa compara a extinção de espécies a um efeito dominó: cada animal perdido compromete o equilíbrio do ecossistema, afetando outras espécies e serviços ambientais essenciais.

Conservação e recuperação das espécies

Projetos de reprodução em cativeiro, proteção de ninhos e preservação de habitats naturais são fundamentais para aumentar a sobrevivência das espécies ameaçadas.

Exemplos de iniciativas de sucesso:

  • Projeto Tamar: proteção de filhotes de tartarugas marinhas;
  • Ninhos artificiais para araras: monitoramento e aumento da reprodução;
  • Programas de monitoramento populacional: estudo de comportamento e preservação de espécies críticas.

Para especialistas, proteger animais ameaçados é essencial não apenas para eles, mas para todo o ecossistema. Como lembra Aline Costa:

“Cada animal que desaparece enfraquece os ecossistemas dos quais dependemos. A extinção ainda é irreversível, mas a conservação é uma escolha — e ainda temos tempo de fazer diferente.”

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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