A perda de biodiversidade no Brasil vem se acelerando nas últimas décadas. Biomas como Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica sofrem com desmatamento, queimadas, caça e tráfico de animais, aumentando o número de espécies ameaçadas. Muitas delas são exclusivas do território nacional, vivendo em condições críticas.
Entre os animais mais ameaçados estão:
- Mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia)
- Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii)
- Onça-pintada (Panthera onca)
- Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus)
- Mutum-do-nordeste (Pauxi mitu)
- Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla)
- Anta-brasileira (Tapirus terrestris)
- Formigueiro-do-litoral (Formicivora littoralis)
- Jabuti-piranga (Chelonoidis carbonarius)
- Cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus)
Segundo a professora Aline Costa, muitas dessas espécies enfrentam múltiplas ameaças, como baixa taxa de reprodução, habitats restritos e caça ilegal, o que aumenta sua vulnerabilidade a distúrbios ambientais.
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Fatores que ameaçam a sobrevivência
Os principais riscos incluem:
- Caça e tráfico de animais, especialmente aves e grandes predadores, que reduzem a capacidade de reprodução das populações;
- Desmatamento e fragmentação de habitats, prejudicando espécies que dependem de extensas áreas naturais;
- Conversão de florestas em pastos ou lavouras, queimadas e poluição;
- Mudanças climáticas, que alteram habitats e a reprodução, afetando desde muriquis até tartarugas marinhas;
- Alterações em micro-habitats, afetando pequenos anfíbios como perereca-de-alcatrazes e rãs do gênero Brachycephalus.
A bióloga Renata Costa compara a extinção de espécies a um efeito dominó: cada animal perdido compromete o equilíbrio do ecossistema, afetando outras espécies e serviços ambientais essenciais.
Conservação e recuperação das espécies
Projetos de reprodução em cativeiro, proteção de ninhos e preservação de habitats naturais são fundamentais para aumentar a sobrevivência das espécies ameaçadas.
Exemplos de iniciativas de sucesso:
- Projeto Tamar: proteção de filhotes de tartarugas marinhas;
- Ninhos artificiais para araras: monitoramento e aumento da reprodução;
- Programas de monitoramento populacional: estudo de comportamento e preservação de espécies críticas.
Para especialistas, proteger animais ameaçados é essencial não apenas para eles, mas para todo o ecossistema. Como lembra Aline Costa:
“Cada animal que desaparece enfraquece os ecossistemas dos quais dependemos. A extinção ainda é irreversível, mas a conservação é uma escolha — e ainda temos tempo de fazer diferente.”