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Canoas
10 de dezembro de 2025

Grupos empresariais que atuam no comércio de aço são alvos de operação em Canoas

Grupos empresariais de Canoas alvo de ofensiva teriam sonegado mais de R$ 70 milhões em impostos

Grupos empresariais que atuam no comércio de aço são alvos de duas operações simultâneas na manhã desta terça-feira (11) em Canoas, Cachoeirinha e Porto Alegre. Um investigado foi preso (saiba mais abaixo).

De acordo com informações do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), as ofensiva são denominadas de “River” e “Hélter Skelter”. A ação que apura delitos contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e associação criminosa, conta com o apoio de órgãos do Governo do Estado e a Brigada Militar (BM). Eles teriam sonegado mais de R$ 72 milhões em impostos.

Os alvos da operação já estavam sendo monitorados pela Receita Estadual. (saiba mais abaixo).

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Conforme o MP, a investigação apurou que as empresas eram, formalmente, tituladas por intermediários. Porém, elas geram administradas por procuradores que ocultavam os reais sócios, dificultando a responsabilização tributária e judicial.

Além disso, a Receita Estadual já estava monitorando as principais empresas envolvidas. O órgão confirmou que o grupo começou a prática de sonegação fiscal em 2005 e foram autuados, pela primeira vez, em 2007. Mesmo com o esquema de ocultar sócios, os reais administradores e beneficiários foram identificados e responsabilizados.

Porém, o MP ressalta que, após a descoberta da fraude, os investigados continuaram com as irregularidades. Eles, de acordo com a apuração, sonegavam ICMS, criavam empresas de fachadas e constituíam novos CNPJs em nomes de terceiros para dificultar a localização e responsabilização em processos judiciais. Eles também passaram declarar o ICMS devido, mas não realizavam o pagamento.

O grupo teria se dividido após uma fiscalização em 2018. Porém, seguiram com o mesmo esquema. Uma investigação apurou que muitos dos sócios formais eram ex-funcionários ou funcionários atuais das empresas, alguns atuando na parte operacional e outros como motoristas ou porteiros.

Preso durante a ofensiva

Os grupos, conforme o MP, são investigados por desvios patrimoniais e movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados, que resultaram na aquisição de bens de luxo.

Na manhã desta terça (11), foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais. Um dos investigados acabou preso por porte ilegal de arma de fogo.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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