Um homem foi preso pela terceira vez suspeito de fraudes bancárias em Canela e nos municípios da Serra Gaúcha. A apuração, que ocorre há meses, aponta um blogueiro de Canela como principal articulador do grupo criminoso.
Ele foi preso na última quarta-feira (24), desta vez no município de Torres, no Litoral Norte.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, o suspeito tentou fugir ao pular a janela do imóvel onde estava, mas foi rapidamente alcançado e detido pela policial responsável pela ação. Contra ele, pesa a acusação de envolvimento em golpes relacionados a empréstimos pessoais fraudulentos, além de extorsões e ameaças contra vítimas.
O investigado já havia sido preso em outras duas ocasiões: em janeiro deste ano, em uma residência no bairro Vila Suíça, em Canela, e em julho, após uma perseguição no Centro de Gramado. Após permanecer detido por alguns meses, ele foi solto recentemente e, segundo a Polícia Civil, voltou a praticar crimes, passando a coagir vítimas que já haviam sido lesadas anteriormente.
Blogueiro do RS é preso pela terceira vez: Ele foi encaminhado ao presídio
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Nos últimos dias, diversas pessoas procuraram a Delegacia de Polícia de Canela relatando ameaças, extorsões e intimidações sofridas após a libertação do suspeito. Diante dos novos fatos, a Justiça decretou prisão preventiva por tempo indeterminado.
O homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição do Judiciário.
De acordo com a investigação, o esquema funcionava a partir da falsa credibilidade construída pelo suspeito nas redes sociais, onde se apresentava como blogueiro. Ele oferecia empréstimos pessoais com condições facilitadas, juros baixos e prazos atrativos. Para supostamente viabilizar o crédito, convencia as vítimas a fornecer dados pessoais, documentos e realizar reconhecimento facial por meio de aplicativos.
No entanto, os empréstimos prometidos não eram liberados. Em vez disso, os dados e a biometria das vítimas eram utilizados de forma fraudulenta para contratar financiamentos de veículos de alto valor em nome delas, sem autorização. Uma pequena quantia era repassada às vítimas, simulando o empréstimo, enquanto a maior parte do dinheiro era desviada pelos golpistas.
O esquema contava com o apoio de revendas de veículos usadas como fachada para formalizar os financiamentos irregulares.
O suspeito possui dezenas de registros policiais por crimes como estelionato, ameaça, calúnia e difamação. Durante uma operação realizada no início deste mês, a Polícia Civil apreendeu grande quantidade de armas de fogo em posse de investigados ligados ao grupo, o que reforça a gravidade do esquema e o potencial de violência envolvido.

