As regras da aposentadoria do INSS passaram por novas alterações e começaram a valer a partir deste mês de janeiro. Com isso, milhares de trabalhadores brasileiros estão em alerta para entender o que mudou e quem ainda pode se aposentar nos próximos meses.
Desde a reforma da Previdência, aprovada em 2019, o acesso ao benefício vem sofrendo ajustes graduais ano após ano. Em 2026, essas mudanças continuam impactando diretamente quem já contribuía antes da reforma e também quem entrou no mercado de trabalho mais recentemente.
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O que muita gente ainda não sabe é que nem todos seguem as mesmas regras. Existem critérios diferentes conforme o tempo de contribuição, a idade e a data em que o trabalhador passou a contribuir para o INSS. É justamente aí que surgem as principais dúvidas.
A partir de 2026, a aposentadoria exige idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens para quem começou a contribuir após a reforma. Já para quem estava no mercado antes de novembro de 2019, continuam valendo as chamadas regras de transição, que mudam todos os anos.
INSS: regras da aposentadoria mudam a partir deste mês: veja quem tem direito em 2026
Essas regras de transição são três: sistema de pontos, idade mínima progressiva e pedágio de 100%. No caso da idade mínima, ela ainda é menor do que a exigida para os novos segurados, mas sobe gradualmente a cada ano, tornando a aposentadoria em 2026 mais difícil do que em 2025.
Outro ponto importante envolve o chamado direito adquirido. Quem completou todas as condições para se aposentar antes da reforma, ou até mesmo até o fim de 2025, mantém o direito às regras antigas, mesmo que só faça o pedido agora. Esse mecanismo garante acesso ao benefício mais vantajoso.
Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, o segurado pode escolher a regra que ofereça o melhor benefício, desde que tenha cumprido os requisitos no momento correto. No entanto, os valores atrasados só passam a contar a partir da data do pedido ao INSS, e não do momento em que o direito foi adquirido.
Diante das mudanças, especialistas alertam que quem está perto de se aposentar em 2026 deve analisar com cuidado qual regra se aplica ao seu caso. Uma decisão tomada sem orientação pode resultar em um benefício menor ou até na perda de direitos importantes.

