Segundo a especialista em relações internacionais Priscila Silveira, a possibilidade de escalada internacional é concreta. Isso porque a China e a Rússia mantêm parcerias estratégicas com a Venezuela, principalmente no setor energético.

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Além disso, ambas possuem poder militar suficiente para transformar uma crise regional em um confronto de proporções globais. Dessa forma, qualquer tentativa de controle das reservas de petróleo venezuelanas tende a ser interpretada como uma ameaça direta aos interesses desses países.
Portanto, caso o objetivo real da administração de Donald Trump seja assumir influência sobre o petróleo do país, a reação internacional pode ser imediata e contundente.
Desde as primeiras horas após a ofensiva, analistas passaram a questionar os reais objetivos da ação americana. Afinal, o histórico internacional mostra que operações desse tipo raramente se limitam a uma única justificativa oficial.
A partir desse ponto, cresce a preocupação com um possível efeito dominó. Se o foco da ofensiva estiver no petróleo venezuelano, o cenário pode mudar drasticamente e atrair potências como a China e a Rússia para o centro do conflito.
Justificativa antidrogas levanta desconfiança
Por outro lado, o analista Jesualdo Almeida avalia que o argumento de combate ao narcotráfico é frágil. Segundo ele, países com histórico mais expressivo nesse tipo de crime, como Honduras e Arábia Saudita, jamais sofreram intervenções semelhantes.
Dessa maneira, a ofensiva americana levanta suspeitas de que o verdadeiro objetivo seja retomar a chamada “Doutrina Monroe”, que defende a ideia de que a América deve permanecer sob influência direta dos Estados Unidos.
Consequentemente, a ação não apenas ameaça a estabilidade da Venezuela, mas também reabre feridas históricas na relação entre Washington e a América Latina.
Impactos geopolíticos preocupam especialistas
Asfixia de aliados estratégicos
A possível queda do regime de Nicolás Maduro ou o controle do petróleo venezuelano afetaria diretamente Cuba, que depende do fornecimento de energia do país.
Risco de cenário de “terra arrasada”
Ao relembrar conflitos como Vietnã, Iraque e Afeganistão, analistas alertam que não há clareza sobre um plano pós-Maduro. Assim, o risco de destruição prolongada e instabilidade social é elevado.
Críticas à violação da soberania
Mesmo sem reconhecer a legitimidade do governo Maduro, especialistas destacam que a ação dos Estados Unidos representa uma violação direta da soberania venezuelana, o que agrava ainda mais o cenário diplomático.
Escalada internacional preocupa o mundo
Diante desse contexto, o envolvimento da China e da Rússia deixa de ser apenas uma hipótese distante. Pelo contrário: se interesses estratégicos forem ameaçados, a crise venezuelana pode rapidamente ultrapassar fronteiras e se tornar um problema global.
O mundo, agora, observa atento cada movimento.

