A crise internacional envolvendo Estados Unidos e Venezuela entrou em um novo patamar neste sábado (3), com declarações que repercutiram imediatamente em todo o mundo. O cenário é de tensão máxima, incertezas políticas e temor de novos desdobramentos militares na América Latina.
Horas após ataques que atingiram alvos estratégicos em território venezuelano, imagens e relatos começaram a circular nas redes sociais, indicando que o conflito poderia ir além de uma ofensiva pontual. A expectativa global se voltou para um posicionamento oficial da Casa Branca.
LEIA MAIS SOBRE O CASO:
- Analista diz que Ataque à Venezuela pode atrair China e Rússia, caso o foco seja petróleo
- “Inaceitável:” Lula se manifesta após ação dos EUA na Venezuela e propõe solução ao conflito
Pronunciamento de Trump eleva o tom
Durante um pronunciamento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro foi algo “não visto desde a Segunda Guerra Mundial”. Segundo ele, os EUA passaram a administrar a Venezuela até que ocorra uma “transição adequada” de poder no país.
Trump declarou que o ataque utilizou forças por ar, terra e mar, deixando as forças venezuelanas “sem nenhum poder”. Ele afirmou ainda que não houve mortes de norte-americanos durante a operação e classificou a ação como um marco para o respeito internacional aos Estados Unidos.
Acusações contra Maduro e discurso duro
No mesmo pronunciamento, Trump disse que Nicolás Maduro e a esposa foram acusados formalmente no Distrito Sul de Nova Iorque por envolvimento com narcoterrorismo. O presidente americano afirmou que a Venezuela era usada como rota para envio de drogas aos EUA, com potencial de matar milhares de pessoas.
O líder americano voltou a atacar governos anteriores e comparou a ofensiva atual com ações que classificou como “vergonhosas”, citando o Afeganistão. Segundo ele, os Estados Unidos voltaram a ser respeitados no cenário internacional.
Administração da Venezuela e petróleo
Trump anunciou que os Estados Unidos vão administrar temporariamente o país e que grandes empresas americanas devem investir bilhões de dólares na exploração do petróleo venezuelano. Segundo ele, a estrutura petrolífera teria sido “roubada” da América no passado.
“Nós faremos o povo da Venezuela rico, independente e seguro”, afirmou Trump, acrescentando que os EUA estão preparados para realizar um segundo ataque caso considerem necessário.
Ameaças a líderes venezuelanos
O presidente americano fez ameaças diretas a figuras políticas e militares da Venezuela, dizendo que o que aconteceu com Maduro pode se repetir com outros líderes caso não sejam “justos com o seu povo”.
Para Trump, a saída de Maduro representa a libertação dos venezuelanos e torna os Estados Unidos “uma nação mais segura”.
Foto de Maduro preso aumenta repercussão

Horas depois do pronunciamento, Trump publicou em sua rede social, a The Truth Social, uma suposta foto de Nicolás Maduro detido a bordo do navio de guerra USS Iwo Jima. A imagem aumentou ainda mais a repercussão internacional e levantou questionamentos sobre o paradeiro do líder venezuelano.
Como foi o ataque na Venezuela
Os ataques ocorreram durante a madrugada, quando explosões foram ouvidas em Caracas e em outras regiões do país. Alvos militares estratégicos, como o forte Tiuna e a base aérea de La Carlota, foram atingidos.
O governo venezuelano afirma que áreas civis também foram afetadas, mas ainda não divulgou números oficiais de vítimas.
Alerta internacional
Especialistas avaliam que o pronunciamento de Trump marca uma mudança radical na política externa dos Estados Unidos e pode gerar consequências diplomáticas, econômicas e militares de longo alcance para toda a América Latina e o mundo.

