A escalada da crise internacional envolvendo Venezuela e Estados Unidos ganhou um novo capítulo neste sábado. A reação veio diretamente do Palácio do Planalto e elevou o tom diplomático em meio a um cenário de forte instabilidade política e militar na América Latina.
Em nota oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou preocupação com os desdobramentos recentes e alertou para riscos graves à ordem internacional. Segundo o governo brasileiro, o episódio ameaça a soberania de um país vizinho e pode abrir um precedente perigoso para a região.
LEIA TAMBÉM:
- Bombeiros encontram homem desaparecido no Rio Gravataí
- Motociclista que morreu após cair de viaduto na BR-448 entre Canoas e Porto Alegre é identificado
- INSS: regras da aposentadoria mudam a partir deste mês: veja quem tem direito em 2026
A manifestação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar ataques de “grande escala” contra a Venezuela e afirmar que Nicolás Maduro foi capturado e retirado do país por via aérea na madrugada deste sábado (3), junto com a primeira-dama Cilia Flores. O paradeiro do líder venezuelano segue desconhecido.
“Inaceitável:” Lula se manifesta após prisão de Nicolás Maduro e propõe solução ao conflito: violação de direitos
Para Lula, a ação “ultrapassa uma linha inaceitável” e representa uma “afronta gravíssima à soberania da Venezuela”. O presidente brasileiro afirmou ainda que ataques desse tipo violam o direito internacional e empurram o mundo para um cenário de violência, caos e instabilidade, onde prevalece a lei do mais forte.
O governo brasileiro também comparou o episódio aos piores momentos de interferência externa na América Latina e no Caribe. Segundo Lula, a ofensiva ameaça a preservação da região como zona de paz e exige uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente por meio da Organização das Nações Unidas.
Enquanto isso, o governo venezuelano afirma não saber onde Nicolás Maduro está e exige provas de vida imediatas por parte dos Estados Unidos. Em pronunciamento oficial, Caracas classificou a operação como “agressão militar” e convocou a população a se mobilizar contra o que chamou de ataque imperialista.
Do lado americano, Trump voltou a defender a operação, classificando-a como “brilhante” e prometendo divulgar mais detalhes em coletiva de imprensa. O presidente também afirmou que os EUA já estariam em guerra contra grupos narcoterroristas ligados ao governo venezuelano, justificando a ação militar.
Especialistas avaliam que a captura de Nicolás Maduro, se confirmada, pode provocar uma crise diplomática sem precedentes, com impacto direto nas relações entre países da América Latina, Estados Unidos e organismos internacionais. O cenário segue em rápida evolução e mantém o mundo em alerta máximo.

