O Caixa Tem e outros bancos em todo o Brasil fizeram uma limpeza no sistema Pix após descobrir que milhões de contas estavam vinculadas a cpfs irregulares. A ação, que seguiu determinação do Banco Central, aconteceu ao longo dos últimos dez meses e está entre as mais amplas já realizadas para reforçar a segurança das transações imediatas.
Antes disso, muitos cadastros com dados inconsistentes, como cpf em situação suspensa, cancelada ou nula, podiam continuar ativos no sistema financeiro, abrindo espaço para fraudes e golpes. A iniciativa vai ao encontro de normas do Banco Central que exigem mais controle sobre quem pode usar as chaves Pix e como isso deve ser feito.
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Milhões de chaves Pix removidas por irregularidades
Entre março e dezembro de 2025, instituições financeiras retiraram 9,1 milhões de chaves Pix ligadas a cpfs irregulares, superando a previsão inicial de 8 milhões. Essa exclusão incluiu contas que, além de cadastros com problemas, também pertenciam a pessoas falecidas.
No total, foram canceladas 13,4 milhões de chaves de pessoas físicas e 5 milhões de chaves de empresas, das quais mais de 3 milhões estavam associadas a CNPJs irregulares. O Banco Central afirma que a medida ajuda a dificultar tentativas de golpes que usam nomes semelhantes a empresas reais para enganar usuários.
Medidas adicionais para fortalecer o Pix
O reforço na segurança não para por aí. O Banco Central anunciou que está planejando novas ferramentas para reduzir ainda mais as fraudes, como um sistema de pontuação de risco baseado em inteligência artificial. A previsão é que essa tecnologia comece a operar em 2027, auxiliando as instituições a identificar operações suspeitas antes que elas aconteçam.
Além disso, as autoridades estão revisando mecanismos de contestação de Pix e trabalhando para regular melhor transações internacionais, reforçando a confiabilidade do sistema enquanto o Pix se aproxima dos cinco anos de funcionamento.

