O climatologista James Hansen, referência mundial em clima e ex-cientista da NASA, fez um alerta grave sobre o clima do planeta. Segundo ele, a temperatura global pode sofrer um novo salto entre 2026 e 2027, impulsionado pelo El Niño, fenômeno que aquece o Oceano Pacífico e impacta o clima mundial.
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Hansen, atualmente diretor de ciência climática na Universidade de Columbia, em Nova York, destaca que os efeitos desse aumento serão sentidos rapidamente em ondas de calor, secas, enchentes e incêndios florestais.
O histórico recente do aquecimento global
Entre 2023 e 2025, a temperatura média global se manteve em 1,5°C acima do período pré-industrial, exatamente o limite definido pelo Acordo de Paris para evitar os impactos mais severos das mudanças climáticas. Para Hansen, esses números mostram que o aquecimento global deixou de ser uma ameaça distante e já é uma realidade concreta. Em 2025, a temperatura ficou preliminarmente 1,47°C acima do nível pré-industrial, tornando-se o segundo ano mais quente já registrado, atrás apenas de 2024.
Previsão alarmante para o clima do planeta em 2026-2027
De acordo com novos modelos climáticos, a temperatura global deve atingir um mínimo temporário em torno de 1,4°C no primeiro semestre de 2026, mas, com a chegada de um novo El Niño na segunda metade do ano, o planeta pode registrar um novo aumento, possivelmente alcançando 1,7°C acima do nível pré-industrial em 2027. Hansen alerta que um recorde tão próximo do último grande El Niño, ocorrido em 2023, evidencia a aceleração do aquecimento global.
O climatologista explica que a taxa de aumento da temperatura média global é de cerca de 0,31°C por década, considerada muito alta pelos padrões históricos. Parte dessa aceleração é atribuída à redução de aerossóis na atmosfera, partículas que antes ajudavam a refletir a luz solar e a frear temporariamente o aquecimento. Com menos aerossóis, o planeta perde esse “freio natural”, e o clima se aquece mais rápido.
Por que a previsão é importante
Hansen reconhece que previsões climáticas envolvem incertezas, mas defende que projetar cenários futuros é essencial para a ciência. Segundo ele, testar hipóteses com base em dados atuais ajuda a melhorar modelos, corrigir erros e compreender melhor o sistema climático da Terra.

