Um ciclone extratropical deve se formar no Sul do Brasil a partir do fim desta semana, com impactos diretos no RS e em pelo menos outros quatro estados. A previsão é de chuvas intensas, rajadas de vento fortes e risco de transtornos, segundo meteorologistas que acompanham a evolução do sistema e como ele deve afetar o Rio Grande do Sul.
Neste momento, a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) ainda provoca chuvas volumosas sobre regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Norte do país. Por causa disso, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para precipitações intensas e ventos fortes. No entanto, esse cenário começa a mudar nos próximos dias.
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Mudança no tempo antecede ciclone no RS
De acordo com as projeções do portal Tempo, a ZCAS deve perder força gradualmente, reduzindo as chuvas no centro-norte do país. Enquanto isso, um novo sistema atmosférico começa a se organizar na Região Sul, com efeitos iniciais já perceptíveis no Rio Grande do Sul.
A partir desta quarta-feira (7), a presença de um cavado, que é uma área de baixa pressão, favorece o aumento de nebulosidade e a ocorrência de chuvas pontuais em território gaúcho. Já na quinta-feira (8), essas instabilidades avançam também para Santa Catarina e Paraná, ainda sem volumes elevados.
Quando o ciclone começa a se formar?
É na sexta-feira (9) que o sistema se aprofunda e passa a se configurar como um ciclone extratropical. Desde as primeiras horas do dia, pancadas de chuva podem atingir toda a Região Sul, além do Mato Grosso do Sul e partes do estado de São Paulo.
Ao longo da tarde e da noite, as tempestades ganham força e se tornam mais abrangentes. No sábado (10), o ciclone se estabelece com centro sobre o Uruguai, enquanto sua frente fria provoca chuvas mais intensas no RS, além de Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e áreas do sul e oeste paulista.
Chuva forte e ventos intensos preocupam
Durante o domingo (11), as chuvas começam a perder intensidade no Rio Grande do Sul, à medida que o ciclone se afasta em direção ao oceano Atlântico. Ainda assim, volumes significativos de chuva podem persistir nos demais estados afetados, principalmente entre a tarde e a noite.
Os acumulados de chuva podem chegar a 100 milímetros na maioria das regiões atingidas, com exceção de São Paulo, onde os volumes devem ficar em torno de 50 milímetros.
Além disso, o sistema traz risco elevado de ventos fortes, especialmente no sábado e no domingo. As rajadas podem ultrapassar os 50 km/h, chegando próximas dos 70 km/h em áreas do Sul e no litoral sul paulista, incluindo regiões metropolitanas.
Possíveis transtornos
Os ventos intensos aumentam o risco de:
- Queda de galhos e árvores
- Deslocamento de placas e estruturas altas
- Danos a torres de transmissão
- Interrupções no fornecimento de energia elétrica
Já as chuvas fortes elevam o risco de alagamentos urbanos, além de transbordamentos de rios em áreas mais vulneráveis.
Meteorologistas alertam ainda que os efeitos residuais da frente fria podem manter o tempo instável na próxima semana, entre segunda-feira (12) e sexta-feira (16), especialmente em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Apesar disso, as previsões podem variar conforme o município, e novos alertas podem ser emitidos nos próximos dias.

