A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de um lote de molho de tomate vendido no Brasil após a identificação de um risco grave ao consumidor. A decisão foi tomada depois que o órgão recebeu um alerta internacional envolvendo a segurança do alimento.
LEIA TAMBÉM:
- Extra de R$ 150 no Bolsa Família volta em 2026 e pode aumentar valor mensal
- Prefeitura de Canoas anuncia construção de 49 casas para vítimas da enchente de 2024
- “Brasil empurrou a gente para fora”, diz CEO de tradicional gigante de roupas após empresa deixar o país
O produto afetado é o Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro. Segundo a Anvisa, foram encontrados pedaços de vidro no lote LM283, o que levou à suspensão total da comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo do item em território nacional.
O alerta chegou ao Brasil por meio do Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (RASFF), utilizado por autoridades sanitárias para comunicar riscos à saúde relacionados a alimentos e produtos importados. A partir dessa notificação, a Anvisa adotou medidas preventivas para evitar que o produto continuasse circulando no mercado.
A agência orienta que consumidores que tenham adquirido o molho de tomate do lote citado não utilizem o produto e busquem informações junto ao ponto de venda ou ao fabricante para devolução ou descarte seguro.
Molho de tomate é recolhido pela Anvisa após pedaços de vidro serem detectados: outros produtos também foram alvo do Órgão
Além do caso envolvendo o molho de tomate, a Anvisa também determinou o recolhimento de cinco lotes do suplemento alimentar Neovite Visão, da empresa BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch Lomb). A medida foi tomada após a identificação de ingredientes não autorizados na composição do produto.
De acordo com a agência, os lotes continham Capsicum annuum L. (páprica) como fonte de zeaxantina, substância que não é permitida para esse tipo de suplemento. Também foi detectada a presença de Caramelo IV em quantidade acima do limite regulamentado. A empresa informou que fará o recolhimento voluntário.
Outros dois suplementos — Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil — também foram proibidos. Segundo a Anvisa, a fabricante não possui licença sanitária nem alvará de funcionamento, além de utilizar ingredientes não autorizados.
A agência ainda alertou para propaganda irregular, com promessas de benefícios à saúde sem comprovação científica, prática proibida pela legislação sanitária brasileira.
As ações reforçam o papel da Anvisa na fiscalização de alimentos e suplementos e servem de alerta para que consumidores fiquem atentos a comunicados oficiais sobre produtos que oferecem risco à saúde.

