A partir deste ano, o governo federal implementou uma mudança importante que impacta diretamente quem luta para pagar faturas altas: agora existe um limite máximo para a dívida cartão de crédito. Antes, o saldo devedor podia chegar a quatro ou cinco vezes o valor original em função de juros rotativos, acumulando dívidas quase impossíveis de pagar.
Essa nova regra foi regulamentada no contexto do programa Desenrola, aprovado pelo Congresso Nacional, e passou a valer desde janeiro. Ela foi criada justamente para evitar que os juros descontrolados transformem pequenas compras em dívidas enormes, que muitas vezes arruinam o orçamento familiar.
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Como funciona o limite na prática
Com a publicação das novas diretrizes, se você contrair uma dívida cartão de crédito de, por exemplo, R$ 1 000 e não pagar a fatura, os juros acumulados não poderão elevar o valor a mais do que R$ 2 000. Em outras palavras, os encargos ficam limitados ao mesmo valor da dívida original.
Antes dessa mudança, os juros rotativos do cartão frequentemente ultrapassavam 430 % ao ano, fazendo com que dívidas aparentemente pequenas crescessem de maneira assustadora e ficassem fora do alcance do pagamento. Com o teto, espera-se maior controle do endividamento e mais segurança para quem depende do crédito rotativo em momentos de aperto.
O que isso representa para quem está endividado
A definição de um limite máximo para a dívida cartão de crédito pode ser um alívio para milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades para quitar faturas todos os meses. Ao evitar que os juros cresçam sem controle, a nova regra oferece mais previsibilidade e pode evitar que consumidores entrem em uma espiral de débitos sem fim.
Mesmo assim, especialistas ainda reforçam a importância de manter um bom planejamento financeiro e evitar depender excessivamente do rotativo, já que pagar apenas o mínimo da fatura pode resultar em custos altos ao longo do tempo.

