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14 de fevereiro de 2026

Chocolate, azeite, molho de tomate, queijo e vinho podem ficar mais baratos com acordo que reduz impostos de alimentos

Alguns alimentos podem ficar mais baratos no Brasil. Acordo prevê queda no preço de chocolate, queijo, azeite e outros itens.

Os consumidores brasileiros podem começar a sentir alívio no bolso nos próximos anos. Um acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, aprovado na última sexta-feira (9), prevê a redução gradual de impostos de importação, o que deve resultar em alimentos mais baratos no Brasil.

Entre os produtos beneficiados estão chocolates, queijos, azeites, molhos de tomate, vinhos, kiwi e manteiga, itens bastante consumidos e reconhecidos pela qualidade europeia. O tratado ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu, mas já tem um cronograma definido de cortes nas tarifas.

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Chocolates devem ficar mais baratos

Atualmente, os chocolates importados da União Europeia pagam 20% de imposto no Brasil. Com o acordo, essa alíquota será zerada até o décimo ano de vigência.

No entanto, a redução não será apenas no longo prazo. Segundo o cronograma, os cortes começam já no primeiro ano, o que abre espaço para que os chocolates cheguem gradualmente mais baratos às prateleiras brasileiras.

Queijos entram na lista de alimentos mais baratos

Os queijos europeus, hoje taxados em 16%, também terão isenção total de impostos após dez anos. Haverá, porém, uma cota anual de 30 mil toneladas para todo o Mercosul. Ao atingir esse limite, a importação volta a ser tributada.

Um detalhe importante: a mozarela seguirá com alíquota de 28%, ficando fora do benefício integral.

Azeites terão redução gradual de impostos

Outro destaque entre os alimentos mais baratos no futuro é o azeite de oliva. Atualmente, o produto europeu paga 10% de imposto. A alíquota será zerada apenas no 15º ano, mas os cortes começam desde o início do acordo.

O impacto tende a ser relevante, já que quase todo o azeite consumido no Brasil é importado. Portugal lidera as exportações para o país, com cerca de 10 mil toneladas em 2025, muito à frente da Argentina.

Molho de tomate também deve cair de preço

Os molhos de tomate, especialmente os italianos, entram no pacote de alimentos mais baratos. Hoje, a taxa de importação é de 18%, mas será zerada em até dez anos, seguindo o cronograma de redução gradual.

Kiwi terá corte imediato

No caso do kiwi, a redução será ainda mais rápida. A alíquota de importação será eliminada já no primeiro ano de vigência do acordo. Grécia e Itália estão entre os principais fornecedores da fruta ao Brasil, atrás apenas do Chile.

Vinhos e manteiga também entram no acordo

Os vinhos europeus, hoje taxados entre 20% e 27%, terão os impostos zerados entre o oitavo e o décimo ano, dependendo do tipo. Alguns vinhos brancos de regiões específicas terão isenção imediata.

Já a manteiga, embora pouco importada pelo Brasil, terá uma redução de 30% na alíquota logo na entrada em vigor do acordo, hoje fixada em 16%.

Agronegócio brasileiro comemora acordo

Enquanto produtores europeus demonstram preocupação com a concorrência da carne brasileira, no Brasil o clima é de otimismo. O acordo prevê a eliminação de tarifas sobre 77% dos produtos agropecuários exportados pelo Mercosul para a União Europeia.

Carnes suína e de frango, açúcar, carne bovina e óleos vegetais estão entre os principais beneficiados. Simulações do Ipea indicam que, até 2040, as exportações brasileiras de carne suína e de aves para a Europa podem crescer 19,7%.

Entidades como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmam que o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil e amplia oportunidades para produtos nacionais, como café e queijos com indicação geográfica.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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