O FGTS voltou ao centro das atenções dos trabalhadores brasileiros. Com novas regras em vigor e ajustes feitos pelo governo, muita gente passou a se perguntar se ainda está na modalidade certa de saque. Em 2026, decisões tomadas anos atrás podem pesar (e muito) no bolso.
As mudanças no FGTS em 2026 impactam diretamente quem depende do fundo como uma reserva de segurança ou como uma fonte de dinheiro extra ao longo do ano. A dúvida mais comum segue sendo a mesma: afinal, é melhor ficar no saque-rescisão tradicional ou optar pelo saque-aniversário?
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A resposta não é única e depende do perfil de cada trabalhador. O que mudou é que, com as novas regras, escolher errado pode significar ficar sem acesso ao dinheiro justamente quando ele faz mais falta.
O que está por trás das mudanças no FGTS em 2026
Nos últimos anos, o governo passou a revisar regras do FGTS para evitar que o fundo fosse rapidamente esvaziado por antecipações e operações de crédito. Essas alterações seguem valendo em 2026 e exigem mais atenção de quem já aderiu ao saque-aniversário ou pensa em mudar de modalidade.
Além disso, medidas recentes buscaram corrigir situações em que trabalhadores demitidos ficaram com valores “presos” no fundo, o que gerou críticas e pressão por ajustes nas regras.
Como funciona o saque-rescisão em 2026
O saque-rescisão continua sendo a modalidade padrão do FGTS. Nela, o trabalhador não precisa fazer nenhuma adesão. Em caso de demissão sem justa causa, é possível sacar todo o saldo acumulado no fundo, além da multa de 40% paga pelo empregador.
Essa opção é vista como a mais segura para quem trabalha em setores com maior risco de demissão ou prefere manter o FGTS como uma reserva para emergências. Em 2026, essa regra permanece inalterada.
Saque-aniversário: o que muda e o que continua igual
O saque-aniversário permite retirar uma parte do saldo do FGTS todos os anos, no mês de nascimento do trabalhador. O valor varia conforme o total disponível na conta, seguindo uma tabela progressiva.
Porém, aqui está o ponto de atenção: quem escolhe essa modalidade perde o direito de sacar o valor total do FGTS em caso de demissão sem justa causa, podendo retirar apenas a multa rescisória. Para voltar ao saque-rescisão, é necessário cumprir uma carência de cerca de dois anos após o pedido de mudança.
Novas regras de antecipação do FGTS em 2026
Entre as principais mudanças no FGTS em 2026, estão as regras mais rígidas para a antecipação do saque-aniversário, que passou a ter limites maiores. Agora, existe carência mínima para contratação, restrições no número de antecipações e valores mínimos e máximos por parcela.
Na prática, isso reduziu o acesso ao crédito rápido para muitos trabalhadores que utilizavam o FGTS como garantia, tornando essa opção menos atrativa do que nos anos anteriores.
Qual opção é melhor para o trabalhador?
O saque-rescisão tende a ser mais vantajoso para quem busca segurança financeira e quer acesso total ao FGTS em caso de demissão. Já o saque-aniversário pode fazer sentido para quem tem estabilidade no emprego e um planejamento financeiro claro, usando o dinheiro anual para quitar dívidas ou organizar as contas.
Com as mudanças no FGTS em 2026, especialistas alertam que a escolha deve ser feita com cautela. Avaliar o risco de desemprego, a necessidade de liquidez imediata e os objetivos financeiros pessoais é essencial antes de decidir.

