Um novo ciclone no RS deve começar a mudar o tempo no Rio Grande do Sul a partir da noite desta quinta-feira (15) e deve encerrar a onda de calor que vinha atingindo o RS. O sistema atmosférico avança pelo Sul da América do Sul e atua como um “empurrão” para uma frente fria, trazendo de volta a chuva e derrubando as temperaturas.
Segundo previsões meteorológicas do portal Meteored, os primeiros efeitos já são sentidos com aumento da nebulosidade e pancadas fracas em diversas regiões gaúchas. A situação, no entanto, tende a se intensificar nas próximas horas.
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Chuva ganha força com a chegada do ciclone no RS
Ao longo da manhã de sexta-feira (16), a atuação do ciclone no RS deve provocar chuvas mais frequentes e volumosas em grande parte do Estado. A tendência é que as precipitações se espalhem rapidamente, atingindo também Santa Catarina e o Paraná durante a tarde.
Os modelos meteorológicos indicam acumulados superiores a 100 milímetros em áreas do Sul do país até o fim de semana, com destaque para o Oeste do Rio Grande do Sul, onde os volumes podem ser ainda mais elevados.
Risco de temporais e transtornos no Sul
Com a intensificação do sistema, há risco de temporais localizados, rajadas de vento e alagamentos pontuais, especialmente em municípios que já enfrentam solo encharcado. Em alguns pontos do Sul do Brasil, os volumes de chuva podem se aproximar ou até ultrapassar os 150 milímetros até domingo (18).
Especialistas alertam que a combinação entre calor acumulado e avanço da frente fria aumenta o potencial para instabilidades mais severas.
Efeitos do ciclone avançam para outras regiões do Brasil
Embora o foco inicial esteja no ciclone no RS, os impactos não se restringem ao Sul. No Sudeste, a instabilidade deve favorecer chuvas fortes em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Em áreas do Sul e do Oeste mineiro, os acumulados também podem chegar a 150 mm.
No Centro-Oeste, a partir de sábado (17), a influência indireta do ciclone aumenta a chance de pancadas mais intensas em estados como Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal.
Nordeste e Norte também entram em atenção
No Nordeste, as chuvas não estão diretamente ligadas ao ciclone, mas sim à circulação de ventos úmidos do oceano, que deve aumentar a instabilidade no litoral da Bahia e de Pernambuco. Já no Norte, pancadas moderadas a fortes seguem atingindo estados como Amazonas, Acre e Rondônia, com risco de temporais isolados.
Alívio no calor, mas atenção redobrada
Apesar do alívio nas temperaturas com o fim da onda de calor, meteorologistas reforçam que o momento exige atenção da população, principalmente no Rio Grande do Sul. O avanço do ciclone no RS marca uma mudança brusca no padrão do tempo, com potencial para transtornos em diferentes regiões do Estado.
A recomendação é acompanhar os alertas meteorológicos e evitar áreas de risco durante períodos de chuva intensa.

