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15 de janeiro de 2026

Tradicional empresa gaúcha de ventiladores tem falência decretada após acumular dívidas milionárias

Uma empresa gaúcha enfrenta falência após descumprir plano judicial, acumular dívidas e paralisar operações. Entenda o caso.

Mesmo com décadas de atuação no mercado, uma empresa gaúcha do setor industrial acabou tendo a falência decretada novamente pela Justiça.

O caso chama atenção porque não se trata de uma crise recente. A companhia já vinha tentando se reerguer sob acompanhamento judicial, mas uma sequência de descumprimentos acabou pesando contra a manutenção das atividades. Credores, Justiça e administradores passaram a questionar a viabilidade do plano apresentado.

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Nos bastidores do processo, fatores como atrasos recorrentes, falta de pagamento e paralisação da produção foram determinantes para o desfecho. A avaliação judicial foi de que a empresa não conseguiu demonstrar condições reais de sair da crise, o que levou à decretação da falência.

A empresa em questão é a Martau, indústria gaúcha fundada em 1961 e conhecida nacionalmente pela fabricação de ventiladores. A falência já havia sido decretada anteriormente, mas acabou revertida após questionamentos sobre a assembleia de credores. Desta vez, porém, a decisão foi mantida.

Empresa acumula dívidas e paralisa operações

Segundo a Justiça, houve descumprimento do plano de recuperação judicial, com atrasos no pagamento de credores, falta de negociação do passivo fiscal, custas judiciais em atraso e interrupção das atividades industriais. A fábrica chegou a ficar completamente parada.

“A empresa foi atingida pela enchente, mas antes mesmo da tragédia a operação estava muito baixa. De janeiro a abril de 2024, o faturamento foi de apenas R$ 32 mil”, explica o administrador judicial da recuperação judicial, Fábio Cainelli de Almeida, do escritório Cainelli de Almeida Advogados, para a coluna de Giane Guerra.

Com a falência decretada, os bens da empresa começam a ser avaliados para leilão judicial. Entre eles estão a fábrica em Porto Alegre, onde fica a sede, e um segundo imóvel em Alvorada, maior, que nunca chegou a operar. A marca Martau, que marcou gerações de consumidores, também integra o conjunto de ativos.

A dívida total da falência ultrapassa R$ 20 milhões. A ordem de pagamento seguirá a legislação, priorizando créditos extraconcursais, trabalhistas, garantias reais, fiscais e, por último, os credores quirografários.

A recuperação judicial da Martau teve início em 2019. Mesmo após a nova decisão, a empresa ingressou com recurso contra a decretação da falência, mas o processo agora entra em uma fase decisiva que pode encerrar de vez a trajetória de uma das marcas mais conhecidas do setor no Rio Grande do Sul.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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