Um padrasto foi preso em Canoas após ser condenado a 42 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável cometido contra a própria enteada, que tinha 12 anos à época dos fatos. A prisão foi realizada na manhã desta sexta-feira, no município de Novo Hamburgo, durante uma ação da Polícia Civil.
O homem, de 30 anos, era considerado foragido e teve a condenação definitiva confirmada após o trânsito em julgado do processo. Os crimes ocorreram no bairro Mathias Velho, em Canoas, enquanto ele mantinha relacionamento com a mãe da vítima.
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Padrasto é preso após estuprar e engravidar enteada de 12 anos em Canoas: investigação começou após suspeita da mãe
O caso passou a ser investigado em 2020, quando a mãe da adolescente procurou a polícia ao perceber mudanças físicas e sintomas recorrentes na filha, como ganho de peso e vômitos frequentes. Após ser questionada, a menina revelou que vinha sofrendo abusos sexuais cometidos pelo padrasto enquanto a mãe trabalhava.
Segundo o relato, o agressor utilizava ameaças para impedir que a vítima denunciasse os crimes, mantendo os abusos em sigilo por um período prolongado.
Gravidez confirmou os abusos
Exames médicos confirmaram que a adolescente estava grávida. Após o nascimento da criança, a investigação avançou com a realização de teste de DNA, que comprovou que o padrasto era o pai do bebê, reforçando as provas reunidas contra ele.
Com base nos elementos colhidos, a Justiça reconheceu a prática reiterada do crime de estupro de vulnerável, resultando na condenação do réu a 42 anos de reclusão.
Captura ocorreu em Novo Hamburgo
O padrasto condenado foi preso por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, que localizaram o homem no bairro Canudos, em Novo Hamburgo, onde ele residia com a atual companheira.
Após o cumprimento do mandado de prisão, o condenado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Polícia reforça combate a crimes contra crianças
Segundo o Delegado Maurício Barison: “A captura deste condenado impede que ele continue suas atividades criminosas. Este resultado demonstra a eficiência e o comprometimento da Polícia Civil na proteção integral de crianças e adolescentes em nossa região.”
Em nota, a DPCA destacou que seguirá atuando de forma rigorosa na repressão a crimes que atentem contra a dignidade sexual de menores, reforçando a importância da denúncia para a interrupção desse tipo de violência.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelos canais da Polícia Civil:
📱 WhatsApp: (51) 9 8459-0259
📞 Telefone: (51) 3425-9056

