A escolha pelo Saque-Aniversário do Fundo de Garantia (FGTS) tem atraído milhares de trabalhadores nos últimos anos. No entanto, junto com a possibilidade de acesso anual ao dinheiro, surgem dúvidas importantes, principalmente em caso de demissão.
Em 2026, as regras do FGTS continuam em vigor e mantêm impactos diretos no bolso de quem opta por essa modalidade. Por isso, antes de tomar qualquer decisão, é essencial entender como funciona o Saque-Aniversário e quais são as consequências em situações inesperadas.
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A seguir, você confere o que realmente acontece com quem é demitido sem justa causa após escolher o Saque-Aniversário do FGTS 2026.
O que é o Saque-Aniversário do FGTS
O Saque-Aniversário do FGTS é uma modalidade que permite ao trabalhador retirar parte do saldo do Fundo de Garantia uma vez por ano, sempre no mês de seu aniversário.
Criado pela Lei nº 13.932/2019, o modelo surgiu como alternativa ao Saque-Rescisão tradicional. Dessa forma, o trabalhador não precisa ser demitido para ter acesso a parte do dinheiro acumulado.
Além disso, o percentual liberado varia conforme o valor disponível na conta do FGTS. As alíquotas vão de 5% a 50%, acrescidas de uma parcela adicional, conforme o saldo total existente.
FGTS 2026: o que acontece se o trabalhador for demitido
A principal mudança ocorre justamente no momento da demissão sem justa causa. Quem opta pelo Saque-Aniversário do FGTS 2026 perde o direito de sacar o valor integral do fundo no desligamento da empresa.
Nesse cenário, o trabalhador continua tendo direito apenas à multa rescisória de 40% paga pelo empregador. Já o saldo do FGTS permanece retido, sendo liberado somente conforme as regras do Saque-Aniversário.
Ou seja, mesmo após a demissão, o acesso ao dinheiro ocorre apenas no mês de aniversário, respeitando o percentual previsto, e não de forma imediata como acontece no Saque-Rescisão.
Atenção às regras após a demissão
Um ponto que costuma gerar confusão é que o trabalhador demitido sem justa causa e enquadrado no Saque-Aniversário não pode sacar todo o saldo do FGTS.
Além disso, caso tenha realizado algum saque após o último aniversário, os valores precisam ser devolvidos à Caixa Econômica Federal, conforme as regras do programa.
Por isso, é fundamental acompanhar as datas e entender exatamente quando o saque é permitido para evitar surpresas.
O que ocorre se o trabalhador for recontratado
Se houver uma nova contratação após a demissão, o trabalhador precisará, novamente, escolher entre o Saque-Aniversário e o Saque-Rescisão.
Ao optar pelo Saque-Aniversário, o funcionamento permanece o mesmo. Assim, ele segue retirando anualmente a porcentagem do saldo disponível, conforme as condições estabelecidas pelo FGTS 2026.
Vale a pena optar pelo Saque-Aniversário do FGTS 2026?
A decisão depende do perfil do trabalhador. Para quem busca acesso periódico ao dinheiro do Fundo de Garantia, o Saque-Aniversário pode ser interessante.
Por outro lado, quem teme uma possível demissão sem justa causa deve avaliar com cuidado, já que o bloqueio do saldo integral pode gerar dificuldades financeiras. Por isso, antes de optar pelo Saque-Aniversário do FGTS 2026, a recomendação é analisar bem os prós e contras da modalidade.

