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21 de janeiro de 2026

Tradicional empresa de móveis entra em falência após quase 80 anos de atuação no mercado

Uma empresa com quase oito décadas de história não resistiu à crise e teve a falência decretada. Veja detalhes a seguir.

Durante décadas, empresas tradicionais foram vistas como sinônimo de estabilidade, experiência e segurança no mercado. Muitas atravessaram crises econômicas, mudanças políticas e transformações profundas no consumo sem perder espaço. No entanto, o cenário atual tem mostrado que nem mesmo histórias longas garantem sobrevivência.

Nos últimos anos, o aumento dos custos operacionais, a retração de setores estratégicos e a pressão por preços mais baixos criaram um ambiente cada vez mais hostil para companhias consolidadas. Especialistas alertam que a combinação desses fatores tem acelerado o colapso de negócios que antes pareciam sólidos.

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O setor industrial, especialmente o ligado à construção civil e ao fornecimento de bens duráveis, está entre os mais afetados. Quando grandes obras desaceleram, toda a cadeia sente os impactos, desde fornecedores até trabalhadores diretos e indiretos.

Tradicional empresa não resiste à crise

É nesse contexto que uma empresa tradicional do setor moveleiro teve a falência decretada após 78 anos de atuação. A Moores Furniture Group, com sede no Reino Unido, não conseguiu sustentar suas operações diante das dificuldades financeiras acumuladas e entrou em administração judicial.

Demissões e encerramento das atividades

Com a decisão, 124 funcionários foram demitidos de forma imediata. Outros 336 trabalhadores permaneceram temporariamente apenas para finalizar contratos em andamento, evidenciando a gravidade da situação enfrentada pela empresa, que já empregou mais de 450 pessoas.

Construção civil e custos em alta pressionaram o negócio

Segundo informações apuradas no processo, as condições comerciais extremamente desafiadoras da indústria da construção foram determinantes para o colapso. A queda na demanda, aliada ao aumento dos custos de matéria-prima, energia e mão de obra, tornou a operação financeiramente inviável.

Venda de ativos não impediu a falência

Durante a administração judicial, parte dos ativos da empresa, incluindo a carteira de clientes e direitos de propriedade intelectual, foi vendida para uma concorrente do setor. Apesar disso, a negociação não foi suficiente para evitar o encerramento definitivo das atividades nem para preservar a maioria dos empregos.

Caso serve de alerta para outras empresas

Especialistas destacam que situações como essa servem de alerta para outras empresas tradicionais. A falência de uma empresa com quase oito décadas de história mostra que adaptação rápida, controle de custos e revisão constante do modelo de negócios se tornaram essenciais para a sobrevivência no mercado atual.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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