A Carteira de Identidade Nacional (CIN) já pode ser emitida gratuitamente em todos os estados brasileiros e vai substituir definitivamente o antigo Registro Geral (RG). O principal objetivo do novo documento é unificar a identificação dos cidadãos, adotando o CPF como número único válido em todo o território nacional.
Com a mudança, o governo busca reduzir fraudes, integrar bases de dados e modernizar o sistema de identificação no Brasil.
O que muda com a CIN em relação ao RG antigo?
Diferente do RG, que podia ter até 27 números diferentes — um em cada estado —, a CIN utiliza apenas o CPF, eliminando duplicidades e brechas para fraudes.
Entre as principais novidades do novo documento estão:
- CPF como número único de identificação
- QR Code para verificação de autenticidade
- Biometria dos dez dedos e reconhecimento facial
- Zona legível por máquina (MRZ), semelhante à do passaporte
- Integração com sistemas públicos e privados
Além disso, a CIN permite a inclusão de outros documentos, como CNH, Título de Eleitor, Cartão do SUS, PIS/PASEP e Carteira de Trabalho.
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A CIN é obrigatória? RG antigo ainda vale?
A emissão da nova carteira não é obrigatória neste momento. No entanto, o RG antigo perderá validade em 2032. A partir dessa data, apenas a CIN, a CNH e o passaporte serão aceitos como documentos oficiais de identificação no Brasil.
Ou seja, quem ainda não fez a troca tem tempo, mas a recomendação é antecipar a emissão para evitar problemas no futuro.
Prazo de validade da nova Carteira de Identidade
Diferente do RG antigo, a CIN possui prazo de validade definido por faixa etária:
- 0 a 12 anos incompletos: validade de 5 anos
- 12 a 60 anos incompletos: validade de 10 anos
- Acima de 60 anos: validade indeterminada
Como emitir a nova Carteira de Identidade Nacional
A primeira via da CIN é gratuita. Para emitir, o cidadão deve:
- Agendar atendimento no órgão de identificação do estado (Poupatempo, IGP, Detran, etc.)
- Comparecer presencialmente para coleta de biometria
Documentos necessários:
- Certidão de nascimento ou casamento
- CPF regularizado na Receita Federal
- Comprovante de residência
A segunda via, em casos de perda ou roubo, pode ter cobrança de taxa, que varia conforme o estado.
CIN digital: documento também vale no celular
Após a emissão da versão física, o cidadão pode acessar a CIN digital pelo aplicativo Gov.br, com a mesma validade legal em todo o país.
O novo documento também facilita o acesso à conta Gov.br nível ouro, liberando mais de 4,6 mil serviços federais e milhares de serviços estaduais e municipais.
A CIN é segura? Especialistas explicam
Especialistas em cibersegurança avaliam positivamente a centralização da identidade digital, mas alertam para a importância da proteção de dados.
Entre as recomendações estão:
- Evitar compartilhar documentos sem necessidade
- Usar marca d’água ao enviar imagens da CIN
- Proteger o CPF na Receita Federal
- Registrar boletim de ocorrência em caso de uso indevido
A CIN segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e utiliza múltiplas camadas de segurança.
A nova Carteira de Identidade Nacional representa um avanço importante na identificação dos brasileiros. Mais segura, integrada e moderna, a CIN vai substituir definitivamente o RG até 2032 e quanto antes o cidadão fizer a troca, menos dor de cabeça terá no futuro.

