O fenômeno La Niña faz parte do ciclo El Niño-Oscilação Sul (ENSO) e influencia padrões de clima e chuva no mundo inteiro. Durante La Niña, as temperaturas da superfície do Pacífico ficam abaixo da média, o que altera ventos, precipitação e temperaturas em diversos continentes.
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No Brasil, por exemplo:
- O Sul tende a receber menos chuva e enfrentar maior risco de estiagem.
- O Norte e Nordeste podem registrar chuvas acima da média, com impactos em agricultura e recursos hídricos.
Além disso, La Niña pode influenciar temperaturas extremas e favorecer a entrada de massas de ar frio no Sul do Brasil, enquanto El Niño costuma trazer aumento de precipitação e, em alguns casos, alteração nos padrões de calor e calor extremo.
Por que La Niña está chegando ao fim
A principal razão para o fim de La Niña é o surgimento de águas mais quentes abaixo da superfície do Pacífico Tropical. Essas águas quentes estão emergindo gradualmente, enfraquecendo a camada fria que caracteriza La Niña e empurrando o oceano em direção a um estado mais neutro ou até quente.
Meteorologistas monitoram a formação de uma onda quente submersa (onda Kelvin) — um grande corpo de água quente que se move de oeste para leste — e que atua como gatilho para o fim de La Niña e início da transição de fases climáticas.
Neutralidade climática e possível El Niño
Com o aquecimento oceânico em andamento, especialistas preveem que o Pacífico alcançará um estado neutro de temperatura já em fevereiro. Isso significa que nem La Niña nem El Niño estarão presentes de forma dominante.
Além disso, os meteorologistas observam indícios de que El Niño pode se desenvolver ao longo do próximo outono e inverno. No entanto, ainda não é possível prever a intensidade desse possível El Niño.
O que esperar nos próximos meses
À medida que La Niña enfraquece e o Pacífico evolui para neutralidade, meteorologistas alertam que essa transição pode redefinir tendências climáticas no Brasil e globalmente. A mudança influencia desde secas e enchentes até impactos em agricultura, energia e planejamento de desastres naturais.
Com os sinais de aquecimento contínuo do Pacífico, o monitoramento científico permanece essencial para prever com mais precisão se El Niño realmente se estabelecerá em 2026, e com que intensidade.

