A Caixa Econômica Federal, por meio do aplicativo Caixa Tem, permitirá aos trabalhadores brasileiros realizar saques de até R$ 2.500 em 2026, dentro das novas regras do saque-aniversário do FGTS. As mudanças foram definidas em novembro de 2025 pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e têm como objetivo restringir o uso excessivo do fundo como alternativa de crédito.
As alterações estabelecem limites mais rígidos para antecipações e buscam preservar recursos do FGTS para casos de demissão sem justa causa, além de garantir investimentos em habitação e infraestrutura.
LEIA TAMBÉM:
- Bradesco fecha agência em Nova Santa Rita e clientes precisam buscar atendimento em outras cidades da Região Metropolitana
- Saiba o que acontece com quem não devolveu o Auxílio Emergencial
- Nova lei pode fazer milhares de influenciadores digitais “sumirem” da internet; entenda o que muda
Novas regras para antecipação do saque-aniversário no Caixa Tem
Com o novo modelo, cada trabalhador poderá realizar apenas uma antecipação por ano, com teto inicial de R$ 2.500. Após esse primeiro saque, os valores liberados nos cinco anos seguintes ficam limitados a parcelas anuais de até R$ 500.
Outra mudança importante é a criação de um período de carência de 90 dias entre a adesão ao saque-aniversário e a liberação da primeira antecipação. A medida visa evitar retiradas imediatas e sucessivas do fundo.
Segundo o Conselho Curador, a proposta é desacelerar a saída de recursos do FGTS, garantindo a sustentabilidade financeira do sistema no longo prazo.
Impactos no consumo e na economia
Desde a criação do saque-aniversário, em 2019, a modalidade movimentou cerca de R$ 75 bilhões até 2025, impulsionando o consumo e ampliando o acesso ao crédito de curto prazo para milhões de brasileiros.
Com as novas restrições, a expectativa é de uma redução na circulação imediata de dinheiro, o que pode afetar o consumo no curto prazo. Para o Ministério do Trabalho, no entanto, a mudança é necessária para preservar o equilíbrio do fundo.
O ministro Luiz Marinho defende que o FGTS deve manter sua função social, atuando como proteção ao trabalhador e como fonte de financiamento para políticas públicas essenciais.
Destinação dos recursos preservados
A estimativa do governo é reter aproximadamente R$ 84,6 bilhões até 2030 com as novas regras do saque-aniversário. Esses recursos deverão ser direcionados a programas como o Minha Casa, Minha Vida e a investimentos em infraestrutura, fortalecendo o desenvolvimento econômico e social do país.

