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Canoas
27 de janeiro de 2026

Nova regra do CadÚnico muda cadastro de quem mora sozinho e pode afetar benefícios sociais

O Governo Federal publicou nova regra do CadÚnico que flexibiliza o cadastramento domiciliar para famílias unipessoais.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou a Instrução Normativa nº 20/2026, que traz exceções para o cadastramento domiciliar de famílias unipessoais no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A medida visa assegurar que a inclusão ou atualização cadastral seja feita de forma mais segura e adequada às realidades locais.

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Quando a visita domiciliar deixa de ser exigida

A nova norma prevê que a visita domiciliar — tradicionalmente exigida para inclusão ou atualização no CadÚnico — não será obrigatória em situações excepcionais, como:

  • localidades com violência ou de difícil acesso;
  • municípios em estado de calamidade pública, emergência ou desastre;
  • pessoas sob medidas protetivas ou em programas de proteção;
  • famílias em situação de rua;
  • comunidades indígenas ou quilombolas.

Essa flexibilização busca evitar que situações adversas impeçam o acesso de famílias a benefícios sociais.

Por que a nova regra é importante

Segundo representantes do MDS, a mudança foi pensada para que cidadãos que enfrentam dificuldades momentâneas — como violência local ou restrições físicas — não sejam prejudicados na inclusão ou atualização de seus dados no CadÚnico, instrumento essencial para acessar programas como o Bolsa Família ou o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Estima-se que cerca de 600 mil famílias possam ser beneficiadas pelas novas regras, especialmente aquelas que não conseguem atendimento domiciliar por impedimentos externos ou de segurança.

Como proceder com o cadastramento em situações excecionais

Nesses casos em que a visita domiciliar é dispensada, o cadastro ou a atualização dos dados deve ser feito:

  • nos postos e unidades de atendimento do CadÚnico;
  • durante mutirões e ações locais de cadastramento promovidos pela gestão municipal.

Essa orientação permite que as famílias mantenham seu registro ativo mesmo sem a entrevista domiciliar presencial.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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