A presença de alimentos impróprios voltou a gerar preocupação no Rio Grande do Sul após mais uma ação de fiscalização no litoral do estado. O trabalho das autoridades reforça um alerta direto aos consumidores que costumam comprar alimentos prontos ou produtos de padaria em comércios locais.
Nos últimos meses, operações semelhantes vêm revelando falhas graves em estabelecimentos do litoral gaúcho. Problemas como armazenamento inadequado, falta de higiene e ausência de comprovação de origem dos produtos aparecem de forma recorrente nos relatórios de fiscalização.
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É a partir desse contexto que surge a informação mais alarmante: quatro estabelecimentos de São Lourenço do Sul, no litoral sul do RS, foram fiscalizados na manhã de segunda-feira (26). Durante a ação da Força-Tarefa do Programa Segurança dos Alimentos, cerca de 300 quilos de alimentos impróprios foram apreendidos e descartados.
Além disso, o que foi encontrado durante a fiscalização
Entre os itens recolhidos estavam carnes, pescados, fraldas descartáveis, banha, iogurtes e diversos produtos de padaria. Parte desses insumos era utilizada diretamente na fabricação de pães e outros alimentos vendidos ao público.
Os agentes identificaram produtos vencidos, armazenamento em temperatura inadequada e alimentos sem comprovação de origem, especialmente ingredientes usados na panificação. As irregularidades representam risco direto à saúde dos consumidores.
Enquanto isso, apreensões aumentam no litoral norte
O problema envolvendo alimentos impróprios não se restringe ao litoral sul. Somente na última semana, a operação recolheu 7,7 toneladas de comida estragada em cidades do litoral norte do estado.
As apreensões ocorreram em municípios como Tramandaí, Imbé, Arroio do Sal e Capão da Canoa, entre outros. O volume elevado reforça a preocupação das autoridades com práticas irregulares em estabelecimentos comerciais da região.
Por fim, o alerta às famílias
Órgãos de fiscalização alertam que o consumo de alimentos impróprios pode causar intoxicações, infecções e outros problemas graves de saúde, principalmente em crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes.
A recomendação é que os consumidores observem prazos de validade, condições de higiene, procedência dos produtos e denunciem irregularidades aos canais oficiais.

