A Defesa Civil de Canoas (RS) instalou na última segunda-feira (26), uma régua de monitoramento no Rio dos Sinos como parte de ações preventivas diante do risco de possíveis novas enchentes no município. A medida, anunciada pela prefeitura, visa aperfeiçoar a medição dos níveis das águas e agilizar alertas à população em caso de aumento rápido do volume do rio, um ponto sensível especialmente após os eventos climáticos extremos do ano passado.
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Defesa Civil instala réguas de medição no Rio dos Sinos em Canoas: lembranças da enchente de 2024 marcam comunidade
A instalação das réguas tem uma forte ligação com a memória das enchentes de maio de 2024, que atingiram Canoas e toda a Região Metropolitana de Porto Alegre com intensidade histórica. Entre os dias 27 de abril e 2 de maio, volumes de chuva jamais vistos em poucos dias provocaram transbordamentos e inundaram grandes áreas urbanas, incluindo bairros inteiros.
Segundo dados oficiais da prefeitura, 488,1 milímetros de chuva foram registrados em Canoas no mês de maio de 2024, mais de quatro vezes a média esperada para o período.
Bairros mais afetados e consequências
Vários bairros da cidade foram severamente impactados pela enchente em 2024, incluindo Mathias Velho, Rio Branco, Mato Grande, Harmonia, Fátima, São Luís, Cinco Colônias, Central Park, Vila Cerne e Santo Operário, além de partes do Niterói, no lado leste.
O desastre trouxe consequências profundas:
- Aproximadamente 180 mil pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas, entre moradores que buscaram abrigos públicos, casas de parentes ou espaços comunitários.
- Canoas liderou o ranking no estado em número de pessoas abrigadas, com cerca de 17,3 mil em abrigos temporários.
- Mais de 26 mil estabelecimentos comerciais foram afetados, especialmente microempreendedores e serviços.
- A cidade foi uma das mais impactadas em termos de mortes por enchentes no estado, com pelo menos 31 vítimas confirmadas localmente decorrentes das cheias.
Enchentes no Rio Grande do Sul: um dos piores eventos climáticos
O evento de 2024 no Rio Grande do Sul está entre os mais severos das últimas décadas. Estimativas apontam que pelo menos 169 pessoas morreram no estado, mais de 580 mil ficaram deslocadas e centenas de municípios foram afetados, com milhares de casas ocupando abrigos em diversos municípios além de Canoas.
Durante semanas, rios como o Sinos — que corta Canoas — e outros importantes tributários transbordaram, provocando alagamentos, prejuízos em infraestrutura e a interrupção de serviços básicos em grandes áreas.

