Um homem de 63 anos foi preso após uma audiência realizada na terça-feira (27/1) acusado de adulterar garrafas de refrigerantes das marcas Coca-Cola e 7-Up com urina por mais de um ano em Hong Kong, na China. O caso veio à tona após diversas reclamações de consumidores e a hospitalização de uma criança de 9 anos.
Quem é o acusado de urinar em garrafas da Coca-Cola
Identificado como Franklin Lo Kim-ngai, o aposentado compareceu ao tribunal vestindo uma camisa com a frase “Enjoy Coca-Cola” (Aproveite Coca-Cola), o que causou indignação. Ele confessou ter misturado urina em várias garrafas de refrigerante e devolvido os produtos às prateleiras de supermercados das redes Wellcome e ParknShop, espalhados por diferentes regiões da cidade.
Os crimes ocorreram entre 21 de julho de 2024 e 6 de agosto de 2025, segundo a acusação.
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Motivação teria sido “vingança”
De acordo com o advogado de defesa, Franklin enfrentava depressão profunda após um divórcio, a mudança da ex-esposa e do filho para outro país e a aposentadoria. O comportamento criminoso teria começado após um desentendimento com um funcionário de supermercado.
Ainda segundo a defesa, o acusado classificou o ato como uma “brincadeira”, utilizando seringas contendo urina para adulterar os produtos antes de recolocá-los à venda.
Criança passou mal após consumir refrigerante
A investigação ganhou força depois que um menino de 9 anos passou mal ao ingerir uma garrafa de Coca-Cola Plus, bebida enriquecida com fibras e não comercializada no Brasil. O produto foi comprado em uma unidade da Wellcome na região de Union Park, em 18 de julho de 2025.
A criança foi levada ao hospital, recebeu atendimento médico e teve alta no mesmo dia, sem apresentar sequelas ou sintomas duradouros.
Supermercados já recebiam denúncias
Antes do caso envolvendo a criança, as redes de supermercados já vinham recebendo reclamações recorrentes de consumidores sobre alterações estranhas no conteúdo das garrafas. As denúncias levaram à abertura de uma investigação que culminou na prisão do aposentado.
Pena pode chegar a três anos de prisão
Segundo o jornal South China Morning Post, Franklin Lo Kim-ngai pode ser condenado a até três anos de prisão, além de possíveis multas e outras penalidades previstas na legislação local.
O caso gerou repercussão internacional, reacendendo debates sobre segurança alimentar, fiscalização em supermercados e saúde mental na terceira idade.

