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31 de janeiro de 2026

Vírus Nipah: taxa de mortalidade pode chegar a 75%

Doença monitorada pela OMS tem alta letalidade, não possui vacina ou tratamento específico e pode evoluir rapidamente para complicações neurológicas graves

O vírus Nipah (NiV) é considerado uma das doenças infecciosas mais perigosas do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A enfermidade chama atenção pela alta taxa de letalidade, que varia entre 40% e 75% dos casos confirmados.

Identificado pela primeira vez em 1999, após um surto entre criadores de suínos na Malásia, o vírus tem como hospedeiro natural morcegos frugívoros, especialmente do gênero Pteropus.

Como ocorre a transmissão do vírus Nipah

A transmissão para seres humanos pode ocorrer de diferentes formas, incluindo:

  • Contato direto com animais infectados ou suas secreções;
  • Consumo de alimentos contaminados, como frutas ou seiva de tamareira crua expostas à urina ou saliva de morcegos;
  • Transmissão entre pessoas, por meio do contato com fluidos corporais, principalmente em ambientes hospitalares ou domiciliares.

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Sintomas iniciais se confundem com gripe

Clinicamente, a infecção pelo Nipah representa um grande desafio. O período de incubação costuma variar de 4 a 21 dias, podendo chegar a 45 dias em casos raros.

Os sintomas iniciais são frequentemente inespecíficos e semelhantes aos de uma gripe comum, como:

  • Febre;
  • Dores musculares;
  • Vômitos;
  • Mal-estar geral.

No entanto, a doença pode evoluir rapidamente.

Complicações graves e risco neurológico

Em casos mais severos, o vírus Nipah pode provocar:

  • Insuficiência respiratória grave;
  • Encefalite aguda, inflamação do cérebro que causa tontura, sonolência, confusão mental e convulsões.

Em situações extremas, o quadro pode evoluir para coma em menos de 48 horas.

Mesmo entre os sobreviventes, cerca de 20% apresentam sequelas neurológicas permanentes ou sofrem recaídas tardias, meses após a recuperação.

Onde o vírus Nipah circula atualmente

Atualmente, os casos humanos estão concentrados no Sul e Sudeste Asiático, com Bangladesh e Índia registrando surtos periódicos.

Embora o vírus já tenha sido identificado em morcegos na África e em outras regiões da Ásia, não há registros confirmados de casos humanos fora desse eixo até o momento.

Não há vacina nem tratamento específico

Um dos pontos mais preocupantes é que não existe vacina preventiva nem tratamento antiviral específico contra o vírus Nipah. O atendimento médico se limita a cuidados intensivos de suporte, voltados ao controle dos sintomas e das complicações.

Por esse motivo, a prevenção é considerada a principal ferramenta de combate à doença.

Recomendações de prevenção

As autoridades sanitárias orientam a população a:

  • Evitar o consumo de suco de tâmara cru;
  • Lavar e descascar frutas antes do consumo;
  • Descartar alimentos com sinais de mordidas de animais;
  • Reforçar a higiene das mãos.

Para profissionais de saúde e cuidadores em áreas endêmicas, o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) é essencial para evitar a transmissão entre pessoas.

O que diz a OMS

Em nota oficial, a OMS afirmou que está apoiando países afetados e em risco, oferecendo orientações técnicas para o controle de surtos e a prevenção da doença.

“O risco de transmissão internacional pode ser evitado lavando e descascando frutas antes do consumo. Frutas com sinais de mordidas de morcegos devem ser descartadas”, destacou a organização.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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