O chamado “fim da baliza na CNH” virou assunto entre quem está tentando tirar a habilitação em 2026. Em redes sociais e grupos de autoescolas, muita gente passou a acreditar que a tradicional manobra de estacionamento teria sido totalmente eliminada da prova prática.
Mas a mudança não é tão radical quanto parece, e entender isso pode evitar frustrações no dia do exame.
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Novo manual atualiza critérios da prova prática
As alterações fazem parte de um novo manual que atualiza a forma como o exame prático da CNH é avaliado em todo o país. A proposta é padronizar critérios e tornar a avaliação mais próxima da condução real no trânsito, deixando de lado testes excessivamente mecânicos.
Com isso, a prova deixa de ser focada apenas em manobras isoladas e passa a observar o comportamento do condutor durante todo o percurso.
Afinal, a baliza acabou? Não
Apesar do termo “fim da baliza na CNH”, a baliza não foi extinta. O que mudou é que ela deixou de ser uma etapa obrigatória, separada e eliminatória. Antes, errar a baliza significava reprovação automática. Agora, isso não acontece mais dessa forma.
A manobra pode continuar sendo solicitada durante o exame, mas será avaliada dentro de um sistema de pontuação, assim como outras situações do trajeto.
Como funciona a avaliação agora
O exame prático passou a adotar um modelo baseado nas infrações previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Durante a prova, erros são classificados como:
- infrações leves
- médias
- graves
- gravíssimas
O candidato só é reprovado se ultrapassar o limite máximo de pontos. Ou seja, um erro isolado na baliza não elimina automaticamente, desde que não comprometa a segurança.
Baliza passa a ser avaliada no contexto real
Na prática, a baliza deixa de ser um “ritual engessado” e passa a ser analisada dentro de situações reais de direção. O examinador observa se o candidato:
- sinaliza corretamente
- mantém controle do veículo
- respeita o espaço e a segurança
Isso torna a avaliação mais próxima do que acontece no dia a dia do trânsito.
Objetivo é reduzir reprovações por nervosismo
Autoridades de trânsito explicam que o fim da baliza na CNH, do jeito antigo, busca reduzir reprovações causadas apenas por ansiedade. A intenção é avaliar se o futuro motorista sabe conduzir com segurança, e não apenas repetir movimentos decorados.
No RS, o Detran confirma que ainda vai continuar exigindo a baliza como prova prática.

