Um grande grupo empresarial entrou com pedido de recuperação judicial após enfrentar uma forte crise financeira que ganhou repercussão nacional nos últimos meses. A medida foi protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo e envolve empresas do mesmo conglomerado, que agora buscam reorganizar dívidas bilionárias e evitar a falência.
O movimento chama atenção por ocorrer pouco tempo depois de uma tentativa frustrada de aquisição de uma instituição financeira em crise no Brasil.
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Crise se intensificou após negociação bancária
A situação financeira começou a se agravar após a tentativa de compra do Banco Master, anunciada no fim de 2025. Pouco depois da divulgação do negócio, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, o que acabou impactando diretamente a credibilidade e a liquidez do grupo interessado na aquisição.
Com a repercussão negativa, investidores e parceiros do grupo Fictor passaram a adotar uma postura mais cautelosa, o que pressionou ainda mais o caixa da empresa.
Recuperação judicial envolve dívidas bilionárias
No pedido de recuperação judicial, o grupo informa dívidas que chegam a cerca de R$ 4 bilhões, distribuídas entre diferentes empresas da holding. Segundo a documentação apresentada à Justiça, a exposição negativa e a perda de confiança do mercado provocaram resgates antecipados, cancelamento de contratos e queda no valor de ativos.
A estratégia agora é ganhar fôlego financeiro para renegociar prazos e manter as operações.
O que significa entrar em recuperação judicial
A recuperação judicial é um instrumento previsto em lei que permite que empresas em dificuldade reorganizem suas obrigações com credores, evitando a falência imediata. Durante o processo, a companhia apresenta um plano de pagamento, que precisa ser aprovado em assembleia.
O objetivo é preservar empregos, manter atividades produtivas e permitir que a empresa volte a se equilibrar financeiramente.
Operações continuam em funcionamento
Apesar do pedido, o grupo informou que suas atividades seguem funcionando normalmente e que a intenção não é aplicar deságio nas dívidas, mas sim renegociar prazos. O processo agora depende da análise da Justiça e da negociação com credores nos próximos meses.
A reportagem tenta contato com o grupo Fictor, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

