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04 de fevereiro de 2026

Caso Cão Orelha: Polícia conclui investigação, identifica agressor e pede internação de adolescente

O caso do Cão Orelha teve um desfecho importante após meses de investigação. Um detalhe revelado pela polícia mudou tudo.

O caso do Cão Orelha, que comoveu moradores de Santa Catarina e ganhou repercussão nacional, teve um avanço decisivo nesta semana. Após meses de apuração, a Polícia Civil finalizou a investigação que buscava esclarecer o que aconteceu na Praia Brava, em Florianópolis.

Desde o início, o episódio levantou forte comoção social, mobilizou protestos e gerou cobranças por respostas rápidas das autoridades. O cachorro era conhecido na região e cuidado de forma coletiva por moradores e trabalhadores do bairro.

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Com o encerramento do inquérito, surgiram novos detalhes sobre a autoria das agressões e as medidas solicitadas pela polícia, reacendendo o debate sobre violência contra animais.

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação e apontou um adolescente como o suposto autor das agressões que levaram à morte do Cão Orelha, solicitando sua internação, medida equivalente à prisão no sistema adulto, por maus-tratos.

O adolescente é um dos dois jovens que haviam deixado o país após o crime e que foram interceptados no aeroporto ao retornar ao Brasil. Durante a ação, roupas e aparelhos eletrônicos foram apreendidos por ordem judicial.

Além disso, outros quatro adolescentes foram identificados como autores da tentativa de afogamento do cachorro Caramelo, outro animal comunitário da região. Três adultos já haviam sido indiciados anteriormente por coação contra uma testemunha.

A investigação do caso do Cão Orelha

Segundo a Polícia Civil, para chegar à autoria do crime contra o Cão Orelha, foram analisadas mais de mil horas de imagens de videomonitoramento, captadas por 14 equipamentos diferentes. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes investigados.

A polícia também utilizou um software francês de análise, que indicou a presença do adolescente no local do ataque. Em depoimento, ele afirmou que estava dentro do condomínio no momento do crime, versão que foi contradita por imagens, testemunhas e registros de acesso da portaria.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA).

Cão Orelha era cuidado pela comunidade

O Cão Orelha tinha cerca de 10 anos e era um cachorro comunitário que vivia livremente na Praia Brava. Ele era alimentado diariamente e recebia cuidados espontâneos da população local, convivendo com outros cães da região.

Encontrado ferido na madrugada do dia 4 de janeiro, Orelha foi socorrido, mas morreu durante atendimento veterinário. A morte do animal provocou forte comoção nacional e ampla repercussão nas redes sociais.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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