Uma mudança recente na prova prática para obtenção da habilitação tem causado confusão entre candidatos à primeira carteira de motorista. Muitos passaram a acreditar que uma habilidade básica deixou de ser necessária para dirigir no dia a dia.
A interpretação equivocada ganhou força principalmente nas redes sociais e em conversas de autoescola, levantando dúvidas sobre o que ainda é exigido na formação do condutor e o que, de fato, mudou no exame.
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A retirada da baliza como etapa obrigatória da prova prática da CNH, já adotada em alguns estados, não significa que o futuro motorista não precise mais saber estacionar.
A alteração muda apenas o formato da avaliação, mas não elimina a necessidade de domínio do veículo em manobras essenciais, como estacionar corretamente em vagas públicas, privadas ou em vias urbanas estreitas.
O que mudou na prova prática da CNH
Seguindo diretrizes do Contran, alguns Detrans deixaram de considerar a baliza como item eliminatório. Agora, a prova prática é realizada exclusivamente em percurso urbano, com foco em situações reais de circulação, como:
- respeito à sinalização;
- controle do veículo no tráfego;
- tomada de decisão segura;
- convivência com pedestres, ciclistas e outros motoristas.
A proposta é aproximar o exame das condições do trânsito cotidiano e reduzir reprovações causadas apenas por uma manobra altamente técnica.
Baliza fora da prova não é baliza fora da formação
Apesar da mudança no exame, estacionar continua sendo uma habilidade indispensável para qualquer condutor com CNH. A manobra segue presente no dia a dia, seja em vagas paralelas, perpendiculares, estacionamentos comerciais ou áreas residenciais.
Na prática, o motorista que não sabe estacionar:
- gera conflitos com outros usuários da via;
- aumenta o risco de colisões leves;
- ocupa vagas de forma inadequada;
- compromete a fluidez e a segurança do trânsito.
Por isso, instrutores e especialistas alertam: a prova mudou, mas a exigência prática continua.
Estacionar vai além de “passar na prova”
A baliza sempre foi vista como um dos maiores desafios da prova da CNH, mas ela representa apenas uma parte do ato de estacionar com segurança. Avaliar espaço, alinhar o veículo, controlar velocidade e observar o entorno são competências que acompanham o motorista por toda a vida.
Mesmo sem a cobrança isolada da manobra, o domínio do veículo em baixa velocidade e em espaços reduzidos segue sendo fundamental, especialmente em cidades cada vez mais congestionadas.
Risco da interpretação simplista
Um dos principais riscos da mudança é a ideia de que “se não cai na prova, não precisa aprender”. Essa lógica empobrece a formação e transfere para o trânsito real as consequências de uma aprendizagem incompleta.
A formação do condutor não deve ser guiada apenas pelo exame da CNH, mas pelo preparo para situações reais, inclusive aquelas que exigem precisão, paciência e controle emocional.
Papel das autoescolas e instrutores
Com o novo formato da prova, aumenta a responsabilidade das autoescolas. Cabe aos instrutores garantir que habilidades essenciais, como estacionamento, marcha à ré e controle do veículo, continuem fazendo parte da formação prática.
A avaliação pode ter ficado mais flexível, mas a exigência por motoristas bem preparados segue a mesma — tanto para a segurança viária quanto para a convivência no trânsito.

