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05 de fevereiro de 2026

CNH sem baliza: mesmo sem exigência, candidatos ainda precisam saber realizar a manobra

Mudança na prova da CNH está sendo mal interpretada por muitos candidatos. Entenda o que realmente mudou e o que continua obrigatório.

Uma mudança recente na prova prática para obtenção da habilitação tem causado confusão entre candidatos à primeira carteira de motorista. Muitos passaram a acreditar que uma habilidade básica deixou de ser necessária para dirigir no dia a dia.

A interpretação equivocada ganhou força principalmente nas redes sociais e em conversas de autoescola, levantando dúvidas sobre o que ainda é exigido na formação do condutor e o que, de fato, mudou no exame.

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A retirada da baliza como etapa obrigatória da prova prática da CNH, já adotada em alguns estados, não significa que o futuro motorista não precise mais saber estacionar.

A alteração muda apenas o formato da avaliação, mas não elimina a necessidade de domínio do veículo em manobras essenciais, como estacionar corretamente em vagas públicas, privadas ou em vias urbanas estreitas.

O que mudou na prova prática da CNH

Seguindo diretrizes do Contran, alguns Detrans deixaram de considerar a baliza como item eliminatório. Agora, a prova prática é realizada exclusivamente em percurso urbano, com foco em situações reais de circulação, como:

  • respeito à sinalização;
  • controle do veículo no tráfego;
  • tomada de decisão segura;
  • convivência com pedestres, ciclistas e outros motoristas.

A proposta é aproximar o exame das condições do trânsito cotidiano e reduzir reprovações causadas apenas por uma manobra altamente técnica.

Baliza fora da prova não é baliza fora da formação

Apesar da mudança no exame, estacionar continua sendo uma habilidade indispensável para qualquer condutor com CNH. A manobra segue presente no dia a dia, seja em vagas paralelas, perpendiculares, estacionamentos comerciais ou áreas residenciais.

Na prática, o motorista que não sabe estacionar:

  • gera conflitos com outros usuários da via;
  • aumenta o risco de colisões leves;
  • ocupa vagas de forma inadequada;
  • compromete a fluidez e a segurança do trânsito.

Por isso, instrutores e especialistas alertam: a prova mudou, mas a exigência prática continua.

Estacionar vai além de “passar na prova”

A baliza sempre foi vista como um dos maiores desafios da prova da CNH, mas ela representa apenas uma parte do ato de estacionar com segurança. Avaliar espaço, alinhar o veículo, controlar velocidade e observar o entorno são competências que acompanham o motorista por toda a vida.

Mesmo sem a cobrança isolada da manobra, o domínio do veículo em baixa velocidade e em espaços reduzidos segue sendo fundamental, especialmente em cidades cada vez mais congestionadas.

Risco da interpretação simplista

Um dos principais riscos da mudança é a ideia de que “se não cai na prova, não precisa aprender”. Essa lógica empobrece a formação e transfere para o trânsito real as consequências de uma aprendizagem incompleta.

A formação do condutor não deve ser guiada apenas pelo exame da CNH, mas pelo preparo para situações reais, inclusive aquelas que exigem precisão, paciência e controle emocional.

Papel das autoescolas e instrutores

Com o novo formato da prova, aumenta a responsabilidade das autoescolas. Cabe aos instrutores garantir que habilidades essenciais, como estacionamento, marcha à ré e controle do veículo, continuem fazendo parte da formação prática.

A avaliação pode ter ficado mais flexível, mas a exigência por motoristas bem preparados segue a mesma — tanto para a segurança viária quanto para a convivência no trânsito.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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