A dublagem brasileira amanheceu de luto com a perda de um de seus nomes mais emblemáticos. A notícia rapidamente se espalhou pelas redes sociais e provocou uma onda de homenagens de fãs, colegas de profissão e ex-alunos que acompanharam sua trajetória por décadas.
Conhecido por dar voz a personagens que marcaram época no cinema, na TV aberta e em animações, o artista construiu uma carreira sólida, respeitada e lembrada até hoje por quem cresceu assistindo a grandes produções internacionais dubladas no Brasil.
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Morreu na noite da última quinta-feira (4), Ricardo Schnetzer, aos 72 anos, um dos dubladores mais reconhecidos do país e eternamente lembrado como o dublador de Carlos Daniel na novela A Usurpadora, sucesso absoluto da televisão brasileira. Ele enfrentava uma doença degenerativa que compromete progressivamente o sistema nervoso.
A morte de Ricardo Schnetzer gerou forte comoção no meio artístico. Nas redes sociais, dubladores e admiradores prestaram homenagens emocionadas, destacando não apenas o talento vocal, mas também sua atuação como professor e formador de novas gerações. “Mais um mestre da dublagem migra para o plano espiritual. Tive o privilégio de ser aluno dele. Um craque que faz parte da minha história profissional”, escreveu um ex-aluno.
Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), Schnetzer enfrentava uma batalha silenciosa nos últimos anos. Em janeiro deste ano, amigos e familiares organizaram uma vaquinha online para ajudar nos custos do tratamento. A meta era de R$ 200 mil, e a arrecadação chegou a pouco mais de R$ 118 mil, mobilizando fãs e profissionais da área.
Nascido no Rio de Janeiro, em 13 de abril de 1953, Ricardo Schnetzer iniciou sua carreira ainda na década de 1970 e construiu um currículo que atravessou gerações. Sua voz ficou eternizada em personagens icônicos como Tony Montana, vivido por Al Pacino em Scarface; o piloto Maverick, de Tom Cruise, em Top Gun; e Edward Lewis, interpretado por Richard Gere em Uma Linda Mulher.
Carreira de Ricardo Schnetzer
Na televisão, porém, foi como o Carlos Daniel de A Usurpadora, personagem vivido por Fernando Colunga, que Schnetzer entrou definitivamente para a memória afetiva do público brasileiro, especialmente entre os telespectadores que acompanharam a novela nas reprises do SBT.
Além disso, ele também deixou sua marca nas animações, ao interpretar personagens como Hank, de Caverna do Dragão; Albafica de Peixes em Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas; o vilão Slade em Jovens Titãs; e o Capitão Planeta, outro ícone da TV.

