Uma mudança silenciosa no sistema de pagamentos mais usado do Brasil começou a valer nesta semana e já chama atenção de quem depende do Pix no dia a dia. As novas medidas envolvem segurança, rastreamento de valores e resposta mais rápida em casos de golpe.
Apesar de afetar diretamente milhões de usuários, a atualização passou quase despercebida para parte da população. Bancos e instituições financeiras, no entanto, já estão obrigados a seguir as novas determinações.
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Desde a última segunda-feira (2), entraram em vigor as novas regras do Pix, que tornam obrigatório o uso da versão 2.0 do Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para facilitar a restituição de valores em casos de fraude ou falha operacional.
Antes da mudança, a devolução do Pix só podia ser feita a partir da conta usada diretamente no golpe. O problema é que, na maioria das fraudes, os criminosos transferem o dinheiro rapidamente para outras contas, o que dificultava o rastreamento e praticamente inviabilizava a recuperação dos valores.
Com as novas regras do Pix, o sistema passa a rastrear com mais precisão o caminho do dinheiro, mesmo depois que ele sai da conta original do golpista. Isso aumenta significativamente a chance de bloqueio e devolução dos valores desviados.
Novas regras do Pix entram em vigor: Banco Central aposta em redução de fraudes
Segundo o Banco Central, a expectativa é que as mudanças aumentem a identificação de contas usadas em golpes e facilitem a devolução do dinheiro às vítimas. O compartilhamento das informações entre os participantes do sistema também deve impedir que essas contas sejam reutilizadas em novos crimes.
“Essa identificação vai ser compartilhada com os participantes envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação”, informou o BC quando anunciou as alterações.
Contestação agora pode ser feita pelo aplicativo
Outro ponto importante das novas regras do Pix é o reforço do autoatendimento. Desde 1º de outubro, todos os bancos e instituições financeiras são obrigados a oferecer, dentro do ambiente Pix de seus aplicativos, uma opção para contestar transações suspeitas.
Com isso, o usuário não precisa mais falar com atendente ou ir até uma agência para iniciar o pedido de devolução. Todo o processo pode ser feito diretamente pelo aplicativo do banco.
De acordo com o Banco Central, esse canal será o principal meio para solicitar a devolução de valores obtidos por fraude. O autoatendimento do MED dá mais agilidade ao processo e aumenta as chances de que ainda haja dinheiro disponível para ressarcimento.
O que muda na prática para o usuário
Na prática, as novas regras fortalecem a proteção do consumidor e aumentam a pressão sobre contas usadas para golpes. O objetivo é tornar o Pix um ambiente mais seguro, reduzindo prejuízos e desestimulando crimes financeiros.
Mesmo assim, o BC reforça que os usuários devem continuar atentos e evitar transferências para desconhecidos, já que a prevenção ainda é a principal forma de evitar perdas.

