A Nestlé anunciou nesta quarta-feira (4) a ampliação do recall de fórmulas infantis, incluindo lotes de Guigoz na França e SMA no Reino Unido, após a União Europeia adotar novos métodos de análise da toxina cereulida.
A cereulida, substância capaz de causar náuseas e vômitos, foi detectada em ingredientes fornecidos por uma empresa chinesa que abastece diversas marcas de fórmulas infantis, incluindo Nestlé, Danone e Lactalis. O recolhimento inicial afetou cerca de 60 países, principalmente na Europa, Ásia e Américas, e agora alguns lotes adicionais estão incluídos em países que já participavam do recall.
LEIA TAMBÉM:
- Onda de calor no RS: temperaturas ainda poderão passar dos 40ºC
- Avenida de Canoas ganha faixa elevada na frente de escola para garantir segurança
- Nos passos da Lupo, gigante brasileira de roupas para cama, mesa e banho decide abrir fábrica no Paraguai
O que diz a Nestlé sobre o caso?
Segundo a Nestlé, o limite interno para cereulida em fórmulas infantis é 0,2 ng/g, mais rigoroso do que a diretriz da EFSA (0,43 ng/g). A atualização dos métodos da UE revelou que fórmulas líquidas podem apresentar níveis mais altos da toxina do que as fórmulas em pó, motivando o recolhimento voluntário.
O Ministério da Agricultura da França identificou a origem da contaminação no óleo de ARA (ácido araquidônico) fornecido pela empresa chinesa Cabio Biotech. Investigações estão em andamento, incluindo a análise de possível ligação entre o leite Guigoz recolhido e a morte de dois bebês, embora ainda não haja confirmação oficial.
As ações da Nestlé e da Danone reagiram positivamente às últimas notícias, com alta de 1,6% e 1,3%, respectivamente, refletindo expectativas de estabilidade após o recall expandido.

